O Registro do Modelo
Quando comecei o
modelo lá por julho ou agosto de 1992 (o primeiro texto, Dos Cognitivos ao Aleph, Uma Aventura na Esfera do Tempo, foi
terminado em 05 de setembro de 1992, há mais de 11 anos) eu pretendia escrever
apenas umas 600 páginas, se tanto, como já relatei, mas a coisa foi
encompridando toda vida e cheguei a 252 textos, depois mais 366 completos e um
incompleto nas posteridades e ulterioridades, totalizando 618 em 16,4 mil
páginas.
Quem tomava
conhecimento dizia, se tinha tido curiosidade mínima de ler partes, que era
místico, e eu respondia que não, de jeito algum, não pretendia nem de longe que
fosse. Em 1994 apareceu a Rede Cognata (no Livro 2, veja Rede e Grade Signalíticas), segundo a qual místico = MODELO =
MÁGICO = MESTRE = MEDO = MORTAL = METEORITO = MUNDO = MERDA = MÍTICO = MITO =
ESTUDO = ESCOLA = EXÉRCITO = ESTULTO, etc., muitas traduções boas e ruins. Não
pretendia que fosse, não era essa a intenção. Ao final acabou sendo, porque há
um outro poder muito maior por trás, que desenhou muito mais coisas.
Daí, tendo ficado
tão grande, tenho registrado apenas partes. Registrar tudo ficará caro, porque
mesmo a oito centavos a página de cópia Xerox teríamos (16.400 x 0,08 =) 1,3
mil, mais (618 x 2,50 =) 1,6 mil de capas, total de cerca de 2,9 mil, sem falar
de cada livro registrado custar dezessete reais, a soma sendo de (618 x 17,00
=) 10,5 mil, chegando então a (2,9 + 10,5 =) 13,4 mil, o que está fora do meu
alcance presentemente. Podemos passar tudo ao computador via escaneamento
caseiro e daí a CD's, para o quê temos agora equipamento, e registrar apenas os
CD's.
Interessa porque o
que àquele tempo era tímido, aparentemente bobo, revelou-se na seqüência uma
mina de aprendizados, como se uma pepita só e a busca do mineiro estreante -
que escavava terra e nada encontrava – levasse adiante a uma inesperada e até
improvável fortuna enterrada. As coisas vêm mesmo dos lugares mais estranhos.
Então, por mais que
demore, devemos mesmo registrar, nem que seja através do penoso esforço de
passar tudo pelo escaner, à custa de muito tempo perdido. É de lei registrar
isso.
Vitória,
segunda-feira, 08 de dezembro de 2003.
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