sábado, 15 de abril de 2017


Classe Nacional

 

O Brasil é país destinado a ser “classudo”, palavra baixa que detesto, mas devo usar porque as pessoas entendem: quer dizer, de alta classe, muito notado e copiado no mundo, referenciado, amado. Agora, com essas denúncias, parece que estamos caminhando para o fundo do poço, mas isso aconteceu – como disse Emílio Odebrecht – há 30 anos (coincidiu com a implantação da ditadura civil por Sarney em 1985), começando o país a recuperar-se justamente com o Mensalão em 2012 e até antes, prosperando a recuperação a partir da Java Jato em 2014, o que vem vindo até agora, 2017.

TUDO TEM TRABALHADO CONTRA

1.       A inveja de o Brasil estar se levantando para ser (Europa, EUA, China, Japão, Brasil) do G40, do G8, do G5, começando a disputa para tornar-se G1;

2.       A presença negativa, antagônica dos Tristes Trópicos, de Claude Lévi-Strauss, que inventou, que impôs ao mundo uma visão adversa sobre nós; e outros depressivos;

3.      A vizinhança que também não contribui;

4.      As dificuldades inerentes de fundirmos quatro raças com seus motivos, suas crenças, suas independências, seus quereres a harmonizar;

5.      O fato de vivermos nos trópicos [não por conta do calor, como insinuaram, porém, por falta de dificuldades, por a Natureza ser benéfica demais – não somos mais Vida (arquea, fungos, plantas, animais e primatas) e sim Psicologia, devemos levar psicologicamente a existência];

6.      O fato inquestionável de - por não sermos da raiz inglesa ou nórdica ou europeia em geral dominante - não termos nenhuma facilidade, nem de língua, nem de cultura/civilização;

7.       Todos os elementos que não vou listar por ser demorado demais.

Não é fácil ser Brasil. Não foi fácil ser Suécia em 1700, agora é, mercê de tanto trabalho em 300 anos; agora é, porque a psicologia sueca se resolveu, colocou fim à maioria dos choques internos e externos.

Numa escala de 1 a 100 onde se colocariam Brasil e Suécia em termos de “ser fácil”? Seria preciso avaliar, se já não existisse: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que vai de 0 a 1, o mais alto sendo 1, põe isso em foco.

IDH

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O Brasil fica na posição 79 em 193 países, faixa superior de 41 % do total (à frente de 59 % em termos de aproveitamento). São 78 países à nossa frente, quer dizer, ficamos na posição 79ª em termos de equilíbrio psicológico socioeconômico, índice baixíssimo de estabilização ou balanceamento. Nada menos que 78 países estão mais consolidados psicologicamente que nós.

Tudo aqui é mais difícil: desconfianças, traições, corrupções, desconsiderações, sonegações, etc.

Tudo difícil.

Não é como nos países em que, pelas lutas e sangramentos (isso não é recomendável, só estou contando) eles chegaram à qualidade de vida de mínimos choques. Aqui não houve ainda bastantes ideias de SER BRASIL, caminho autônomo, identidade.

Em resumo, o Brasil terá grande classe, grande categoria perante o mundo, mas não será sem luta, não será de graça, não vai cair do Céu, é preciso se empenhar nas batalhas de correção.

Vitória, sábado, 15 de abril de 2017.

GAVA.

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