quarta-feira, 12 de abril de 2017


Os Anões Mais Aptos

 

                            No Modelo da Caverna uma pergunta profunda, que é chave poderosa, me inquietou: "por quê os anões sobreviveram?" Claro, em termos darwinianos eles devem ter alguma utilidade ou aptidão ou não teriam futuro; só têm futuro quem resolve algum problema.

                            Ora, em volta da caverna das mulheres coletoras eles são homens adultos, não pertencem ao grupo delas, tendem a serem enxotados. Com suas pernas curtas não tem valor de sobrevivência para os homens caçadores, pois eles não sobreviveriam por si mesmos na caça e seriam um estorvo, já que não podem correr eficientemente para escapar dos predadores, não podem subir em árvores e não podem ver longe.

                            Qual a utilidade deles?

                            A resposta é que a Natureza fabricou-os de propósito COMO RESERVA masculina que fica em estoque na Caverna geral, quando os homens de pernas grandes saem para caçar; e eles podem ser usados pelas mulheres quando rareie o estoque de esperma dos homens caçadores que sofrem grande quantidade de baixas a cada estação de caça. PARA TODOS OS EFEITOS sempre haverá esperma, o que nos diz que deviam existir pelo menos alguns em cada caverna, devendo-se descobrir os esqueletos. As mulheres protegeram-nos como crianças da fúria dos homens grandes porque sabiam que eles produziam tanto nascimentos de anões quanto de pessoas grandes e o objetivo primordial, central, das mulheres é a procriação, seja como for, seja com quem for. Elas escolherão primeiro os belos quando haja excesso de homens, depois os eficientes, depois os de outras raças, depois os veados, depois os anões (ou qualquer que seja a ordem, a descobrir). Enfim, sobrevivência a qualquer custo quando haja ameaça.

                            Se os homens saem para caçar e morrem aos montes, DEVE HAVER uma margem de segurança, homens que parecem crianças, que podem ficar em casa, que comem pouco, que não atrapalham e que nas emergências serão usados para procriação, deixando seus genes no futuro. E, é claro, a Natureza forçará os homens a morrerem cada vez mais cedo e as mulheres cada vez mais tarde por razões óbvias: 1) mulheres têm úteros e podem procriar de vários; 2) homens fortes aumentam o valor de sobrevivência dos conjuntos e desde que possam, já bem cedo, procriar é o quanto basta. Isso explicará a diferença cada vez mais evidente entre a média mundial de vida das mulheres e dos homens, que é de cinco anos ou mais.

                            Veja o cenário: os homens grandes saem para caçar, muitos morrem, às vezes, todos. A Natureza toleraria que aquele conjunto se extinguisse? Dificilmente. Então, as mulheres procriarão com velhos, com veados, com anões, que assim passarão seus genes ao futuro.

                            Mas como explicar a sobrevivência das anãs?

                            É evidente que mulheres-caçadoras fazem sentido, os sapatões ou lésbicas, PORQUE os homens precisam ser sexualmente sustentados na caça; mas elas não podem engravidar, de forma que desde muito cedo uma vertente estéril ou dificilmente engravidável deve ter se desenvolvido e passado seus genes à coletividade,

                            Pois os tecnocientistas não devem explicar essas variações?

                            Como justificar que haja anãs?

                            Só se as mulheres grandes as empurravam aos homens para que estes não tomassem as filhas; iam as anãs, parecendo-se com as filhas, quando todas as mulheres do grupo estivessem grávidas ou impossibilitadas para o sexo.
                            Vitória, sexta-feira, 05 de dezembro de 2003.

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