Orgulho Babaca
Se há o par polar
oposto/complementar finito e não-finito, in-finito, ENTÃO o infinito coloca
TODA condição de realização, ato permanente de tornar real; há, deve haver,
PELO MENOS UM universo em que as coisas estão todas resolvidas, absolutamente
todas, mesmo.
Por via de
conseqüência, tudo que os racionais, sejam os humanos ou outros, de qualquer
universo do Pluriverso, des-cobrem não passa de coisa coberta pela ignorância,
pelo não-saber; e a satisfação isolada de saber aquele já sabido Conhecimento
(Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e
Matemática) não passa de orgulho babaca e, no final, opróbrio, “grande desonra
pública; degradação social; ignomínia, vergonha, vexame”, como diz o Houaiss
digital. Não passa daquela “douta ignorância”, como disse o filósofo medieval,
quer dizer, estupidez dos sábios.
Então, o que há de
relevante em continuar pesquisando & desenvolvendo teoria & prática?
Certamente o
esforço.
É o esforço, o
empenho, a dedicação que serve ao racional, a luta por conseguir o que já é
conhecido na eternidade do tempo e na infinitude do espaço. Porque, se tudo já
é conhecido no infinito, NO FINITO é luta nova, diferente; isso é absoluto,
isso é novidade, estar sendo, aquela, eterno conhecimento do UM re-descoberto.
Então, quando a
gente vê o orgulho dos generais, dos sábios, dos estadistas, dos profissionais,
de todos os que se arvoram e que arrotam dignidades, a gente ri, pois no
infinito há infinita riqueza, no infinito há infinita sabedoria, no infinito há
de tudo que é inultrapassável pelos racionais, por mais esforço que estes
façam. O que é que pode se comparar com o não-finito?
Vitória,
quarta-feira, 03 de dezembro de 2003.
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