sábado, 15 de abril de 2017


O Futuro Oculto

 

                            Como já falei várias vezes, produzi o modelo, as posteridades e ulterioridades em 618 textos, contando 16,4 mil páginas; as idéias são 4,65 mil e as patentes 3,35 mil (de propósito, para fazer 8,00 mil); os livros já completados chegam a (53 x 50 =) 2650 artigos, fora o que ficou para trás.

                            Talvez seja tudo inútil, mas talvez a não-adesão a tudo isso venha de a mensagem ser nova ou de eu não ter terminado meus cursos "superiores" universitários em Engenharia (me dei mal duas vezes), em Física (outras duas) e em Filosofia (uma), fora uma reprovação no vestibular. De um jeito ou de outro isso não está circulando, de modo que me vi pensando em quanto do que poderia ser FUTURO REALIZADO resta como FUTURO VIRTUAL, oculto ao acaso, ou escondido, de propósito (que não é, de jeito algum, o meu caso).

                            De todo jeito, o que há é que nem tudo está explicitamente posto, até por motivo de segredo dos governos (mandados pelos governantes do Executivo, pelos políticos do Legislativo, pelos juizes do Judiciário) dos AMBIENTES (municípios/cidades, estados, nações e mundos) ou pelas PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas). Enfim, quanto está oculto? Idealmente, diz o modelo, 50 %, o que parece muito, porque em tese todo mundo está mostrando tudo, o que não será verdadeiro, seja por iniciativa de ocultamento, seja por várias displicências. Metade da metade seria intencional e a outra metade casual. Então, onde está essa metade e quão espetacular ela é? Quantas coisas interessantes estão escondidas? O que terá levado os conjuntos a escondê-las? Que tipo de defesa é essa? É claro que sabemos do modelo que na medida em que algumas coisas se manifestassem outras iriam naturalmente ser empurradas para o anonimato, mas devem existir coisas ocultas que são mais interessantes que as mostradas, valendo o esforço de forçamento da manifestação. Quanta riqueza essas coisas ocultas gerariam? Quanto elas exponencializariam as idéias evidentes quando se chocassem beneficamente com elas? Às vezes temos esperanças demais num conhecimento não-mostrado, como um pergaminho de um filósofo antigo, e quando ele é descoberto nada há de muito relevante. Mas pode haver – e coisas bem surpreendentes.

                            Vitória, quinta-feira, 11 de dezembro de 2003.

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