O Futuro Oculto
Como já falei várias
vezes, produzi o modelo, as posteridades e ulterioridades em 618 textos,
contando 16,4 mil páginas; as idéias são 4,65 mil e as patentes 3,35 mil (de
propósito, para fazer 8,00 mil); os livros já completados chegam a (53 x 50 =)
2650 artigos, fora o que ficou para trás.
Talvez seja tudo
inútil, mas talvez a não-adesão a tudo isso venha de a mensagem ser nova ou de
eu não ter terminado meus cursos "superiores" universitários em
Engenharia (me dei mal duas vezes), em Física (outras duas) e em Filosofia
(uma), fora uma reprovação no vestibular. De um jeito ou de outro isso não está
circulando, de modo que me vi pensando em quanto do que poderia ser FUTURO
REALIZADO resta como FUTURO VIRTUAL, oculto ao acaso, ou escondido, de
propósito (que não é, de jeito algum, o meu caso).
De todo jeito, o que
há é que nem tudo está explicitamente posto, até por motivo de segredo dos
governos (mandados pelos governantes do Executivo, pelos políticos do
Legislativo, pelos juizes do Judiciário) dos AMBIENTES (municípios/cidades,
estados, nações e mundos) ou pelas PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e
empresas). Enfim, quanto está oculto? Idealmente, diz o modelo, 50 %, o que
parece muito, porque em tese todo mundo está mostrando tudo, o que não será
verdadeiro, seja por iniciativa de ocultamento, seja por várias displicências.
Metade da metade seria intencional e a outra metade casual. Então, onde está
essa metade e quão espetacular ela é? Quantas coisas interessantes estão
escondidas? O que terá levado os conjuntos a escondê-las? Que tipo de defesa é
essa? É claro que sabemos do modelo que na medida em que algumas coisas se
manifestassem outras iriam naturalmente ser empurradas para o anonimato, mas
devem existir coisas ocultas que são mais interessantes que as mostradas,
valendo o esforço de forçamento da manifestação. Quanta riqueza essas coisas
ocultas gerariam? Quanto elas exponencializariam as idéias evidentes quando se
chocassem beneficamente com elas? Às vezes temos esperanças demais num
conhecimento não-mostrado, como um pergaminho de um filósofo antigo, e quando
ele é descoberto nada há de muito relevante. Mas pode haver – e coisas bem
surpreendentes.
Vitória,
quinta-feira, 11 de dezembro de 2003.
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