quarta-feira, 12 de abril de 2017


Novestátua

 

                            As estátuas que vemos são de bronze, de mármore e de outros materiais, mas sempre muito parecidas, enquanto o modelo é bem amplo.

                            ESTATUÁRIA DE PESSOAS

·       Estátuas de indivíduos;

·       Estátuas de famílias;

·       Estátuas de grupos;

·       Estátuas de empresas.

ESTATUÁRIA DE AMBIENTES

·       Estátuas de municípios/cidades;

·       Estátuas de estados;

·       Estátuas de nações;

·       Estátuas de mundos.

Antes de tudo precisamos saber o que estamos esculpindo, o que pretendemos representar, inclusive se FORMA ou CONTEÚDO.

AS DIMENSÕES DA REPRESENTAÇÃO

1.       Representação pontual;

2.       Representação linear;

3.      Representação plana:

·       Relevo nenhum;

·       Baixo relevo;

·       Alto relevo;

4.      Representação espacial: 3 D, três dimensões, estática; RV, realidade virtual, dinâmica; 3DRV, mecânica, E/D.

Depois, a própria APRESENTAÇÃO ou mostra pode ser um ponto, apenas a estátua; uma linha, seguindo-se explicações linearmente; um plano, todo um aparato à altura do espectador, num pedaço de terreno; um espaço, em várias alturas.

Depois, como já sugeri nas idéias, pode se dar ao nível do solo, acima dele, abaixo dele ou uma mistura de tudo, com vários planos de apresentação. Como no caso da identificação de pessoas vivas (veja artigo Arcaísmo da Identidade, Livro 52), a de pessoas mortas também está caduca, obsoleta, ultrapassada, arcaica – precisa ser renovada, o que estamos fazendo aqui.

Chegamos até o ponto morto (pois em geral só existe a estátua, sem quase explicação nenhuma) e nada sabemos de sua Psicologia.

A ALMA DO BRONZE

·       Figura ou psicanálise do estudado (QUEM foi?);

·       Objetivos ou psico-sínteses do pesquisado (POR QUÊ foi?);

·       Produções ou economias do que é olhado (COM QUÊ foi?);

·       Organizações ou sociologias do observado (COMO foi?);

·       Espaçotempo ou geo-história do mostrado (QUANDONDE foi?).

Que PESSOA (indivíduo ligado a que famílias; que grupos; que empresas) foi e por onde, por quais AMBIENTES (municípios/cidades, estados, nações e mundos) transitou? Que tipo de trabalhador era (operário, intelectual, financista, militar ou burocrata)? Em que setor da Economia (agropecuária/extrativismo, indústrias, comércio, serviços ou bancos) trabalhava? Foi pessoa de que nível: povo, liderança, profissional, pesquisador, estadista, santo/sábio ou iluminado? De que grau de educação formal: primeiro ou segundo, universitário, mestre, doutor ou pós-doutor?

Você vê como tratamos mal as pessoas representadas em estátuas? Ademais, estátuas são, na Rede Cognata, estudos, exercícios, investigações (que, em tese, não terminam nunca, devendo sempre ser acrescidas), precisando então de um programáquina, ou seja, de hardware e de software. Neste sentido, tal como os estudados são expostos ou mostrados agora, é uma vergonha, é um acinte, é até melhor não estar lá – as famílias deveriam recusar as supostas honras, pois não se trata de amor coisa nenhuma – não passa de remorso, por estarmos vivendo dos esforços não totalmente (dado que existem as estátuas como "prêmio") recompensados do antigo vivente, agora morto, parte do estultuário. Congelado, apequenado.

                            Vitória, sábado, 06 de dezembro de 2003.

Nenhum comentário:

Postar um comentário