Mais Uns Roteiros
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CASAS DE BONECAS: é mostrada uma comunidade suburbana,
como aquelas que existem nos EUA, e tudo transcorre como num roteiro, mas
"lá pelas tantas", como diz o povo, vê-se de fora, como em Trumann, o Show da Vida, que é uma
espécie de cúpula em que algum Deus remoto mexe os pauzinhos dos mamulengos
para mudar ligeiramente as coisas que iam dar numa direção e sentido e vão
desde então dar em outras coisas, pouco ou muito diferentes. As pessoas seguem
vivendo como se não tivessem estado na linha anterior e nem notam, só sentem um
dejà vu, um "já vi" qualquer, denotando sombra da lembrança.
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DIAS CONTADOS: as pessoas que vão morrer começam a
receber cartões com números, que mostram aos outros (alguém deverá se lembrar),
dentro de tantos dias morrendo mesmo. Começa a haver pânico, até que os anjos
encarregados são chamados à atenção. Por conta daquela história de "estar
com os dias contados"; neste caso alguém conta mesmo.
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SANGUE NOVO: como a tecnociência biomédica está
avançando muito, fazer parecer que os tecnocientistas descobriram sangue
artificial que começa a consertar as células, como quando se diz "chegou
sangue novo" (no futebol, por exemplo), operando milagres. Tipo de
documentário, mostrando o produto em farmácias, como se fosse verdade, mesmo, à
Orson Welles (cineasta e ator americano, 1915 a 1985).
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PROJETO ZUMBI: alguns cientistas descobrem uma
fórmula para ressuscitar mesmo qualquer um, mas não aquelas pessoas duras e
descoradas, sim pessoas normais, que voltam a suas casas para assumir seus
lugares e deparam os maridos com outros em suas camas, os políticos com o
esquecimento e a substituição, uma quantidade de situações bem engraçadas, que
os roteiristas podem descobrir.
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HOMENZINHOS...: no filme serão filmadas as pessoas
(homens e mulheres; aqui não dava para escrever "humanozinhos..."
porque pareceria referência alienígena) com as alturas normais, os outros
olhando para seus olhos, como seria, mas na tela verde sendo colocadas figuras
pequenas delas, com metade de sua altura natural ou menos, para indicar que se
tratam de pessoas moralmente pequenas, o que nunca ficamos sabendo. Já imaginou
se a gente pudesse saber a grandeza ou pequenez da pessoa apenas olhando seu
tamanho corporal?
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CRIME PERFEITO: dizem que não existe, mas aqui seria
filmado um crime, depois mostrados os detetives trilhando vários caminhos, até
chegando perto dos verdadeiros culpados sem nunca os encontrar (podem ser
consultados os arquivos dos casos não-resolvidos). Os encarregados de filmar
podem contratar detetives verdadeiros para tentar sondar as pistas inventadas.
Pode virar uma série, no sentido de instigar os investigadores a buscar
alternativas, sugerindo várias vertentes tecnocientíficas.
Se tem uma coisa que eu gostaria de
ter podido fazer com mais afinco e maior profundidade seria proporcionar
roteiros diferentes para o Cinema geral, no sentido de divertir as pessoas
(indivíduos, famílias, grupos e empresas).
Vitória, quinta-feira, 04 de dezembro
de 2003.
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