sábado, 15 de abril de 2017


Gavatur

 

                            Na Economia (agropecuária/extrativismo, indústrias, comércio, serviços e bancos) o setor de serviços incorpora o subsetor de turismo, o "voltismo" (para usar esse neologismo totalmente impróprio e feio, criado a partir do significado da palavra "tour", em francês "volta"), a sobreafirmação das circulações dirigidas das PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) dentro dos AMBIENTES (cidades/municípios, estados, nações e mundos – não existe nenhum fora da Terra, mas haverá). Virou mesmo uma doença. Por toda parte as pessoas querem dar voltas, como perus bêbados de véspera de Natal.

                            Não haveria muito que dizer, pois já existem milhares, até centenas de milhares de organizações públicas e privadas encarregando-se de montar tais viagens.

                            Exceto que o modelo tem por si mesmo muito mais a dizer.

                            Por exemplo, podemos ver o par polar oposto/complementar trabalho/lazer como uma Curva do Sino ou de Gauss ou das Distribuições Estatísticas de –C, -B, A, B, C ou ABCDE (turismo rico, médio-alto, médio, médio-baixo ou pobre e miserável), com 0, 25, 50, 75 ou 100 % de um ou de outro, complementarmente, quer dizer, digamos, 75 % de trabalho e 25 % de lazer, no sentido de alguém que vá a trabalho e precise do lazer como apoio, ou qualquer distribuição mais precisa tipo 100/0 (apenas trabalho), 90/10, 80/20, 70/30, 60/40, 50/50, 40/60, 30/70, 20/80, 10/90 e 0/100 (somente lazer) como oferta de pacotes.

                            Seria interessante colocar um tanque de pensimaginação, um grupo-tarefa encarregado de pensar e imaginar o turismo em nova escala de potência: no que o Turismo geral ainda pode ser melhorado? O que há ainda para ver? O que uma mídia (TV, Revista, Jornal, Livro, Rádio e Internet) associada totalmente dedicada pode apresentar de novo?

                            Agora já não seria uma pequena loja de esquina fazendo pacotes para a classe média, mas uma sóciorganização universal dedicada por décadas, até séculos, a movimentar as pessoas de um para outro lado, com isso acumulando experiências indizíveis e incalculáveis, com um símbolo que passasse a significar viagem, como novo substantivo, tipo Gilete, que passou a denominar as lâminas de barbear, ou Brahma, que no Brasil traduz, para muitos, cerveja.
                            Vitória, segunda-feira, 08 de dezembro de 2003.

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