Gavescolas
Num momento em que
parece que nada vence as dificuldades contra (nem idéias, nem patentes, nem
sugestões – fora as que foram roubadas), fica difícil justificar porque
continuo a pensar e a colocar no papel projetos mirabolantes; mas em todo caso
é porque nós vivos ficamos imaginando a satisfação de um mundo de vontades
transformadas em desejos, isto é, vontades-negadas, obstaculizadas. E porque,
porventura, parecem soluções melhores do que aquelas que nos foram apresentadas
pelo espaçotempo psicológico, a geo-história humana, até onde temos notícias
dela.
Em todo caso, em
virtude do aparecimento no modelo de tantas chaves e bandeiras acredito
conveniente postular o que pode ser visto como avanço.
Como está dito no
texto deste Livro 54, Escola do
Crescimento Humano, é preciso habilitar um novo gênero de ensino. Da idéia
de Josafá, amigo de Joemar Dessaune, de usar dois turnos, pensei no par polar
oposto/complementar trabalho/lazer apontando pela manhã (ou vice-versa) a parte
do ensino e pela tarde (ou o contrário) a do lazer, ficando mesmo as crianças o
dia inteiro na escola, como já se faz no Rio de Janeiro desde Brizola. Mas aqui
vem a diferença: 1) na parte do trabalho haveria nova divisão 50/50 entre
ENSINO TRADICIONAL e NOVO ENSINO, este do modelo, 2) na parte do lazer
igualmente duas seções, a primeira sendo o lazer como emoção e a segunda como
razão, APRENDIZADO PARA O MELHOR LAZER, este ensinado como matéria teórica,
quer dizer, como algo a aprender para toda a vida como um direito inalienável
de todos e cada um.
ENSINO
TRADICIONAL MODIFICADO (tudo que já existe, acrescentado do que é típico do
modelo)
·
Matemática,
português, língua estrangeira, biologia, física, química, etc. (rearranjado
como no modelo: Física/Química, Biologia/p.2, Psicologia/p.3, Informática/p.4,
Cosmologia/p.5, Dialógica/p.6);
·
O
Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia,
Ciência/Técnica e Matemática) geral, conforme as ampliações do modelo;
NOVO
ENSINO (contemporanização)
·
Convivência
pessoal (com indivíduos, com famílias, com grupos e empresas) e ambiental (com
representações municipais/urbanas, estaduais, nacionais e mundiais);
·
Lidando
com os governos dos três níveis (federal, estaduais, municipais/urbanos), dos
três poderes (governantes do Executivo, políticos do Legislativo e juizes do
Judiciário);
·
Economia
(agropecuária/extrativismo, indústrias, comércio, serviços e bancos), Administração,
Direito (inclusive leitura constitucional e de leis), Contabilidade, tributos
(incluindo o Tributo nas Escolas, chamado Consciência Tributária, o Jeca Tutu e
os demais projetos);
·
A
Chave da Proteção (lar, armazenamento, segurança, saúde, transportes);
·
etc.,
todas as coisas do modelo.
Na parte da tarde teríamos o LAZER
PRÁTICO como é praticado por cada um, dentro da visão do povelite/nação ou
cultura local, digamos a do Espírito Santo e do Brasil, e o LAZER TEÓRICO, a
abordagem da necessidade das diversões segundo a biologia/p.2 e a
psicologia/p.3, separadas de acordo com as chaves (DO LABOR: operário, intelectual,
financista, militar e burocrático; e a formação educacional: primeiro e segundo
graus, universitário, mestrado, doutorado e pós-doutorado). Enfim, LAZER
PRATEÓRICO com pesquisa & desenvolvimento ensinando na prática e na teoria
como se divertir, sozinho ou em grupo.
Quero dizer que devemos criar um
MODELO DE ESCOLA baseado na escola do modelo, quer dizer, o novo desenho que o
modelo proporcionou.
Vitória, segunda-feira, 08 de dezembro
de 2003.
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