sábado, 15 de abril de 2017


Escola da Ecologia Cíclica

 

                            Leia antes o artigo Dois Tempos, Duas Ecologias, neste Livro 54, para ver que a “equilibr/ação”, ato permanente de equilibrar, de tornar igual ou 50/50 ou de soma zero as duas ecologias - a EL, Ecologia Linear dos homens caçadores e destruidores, e a EC, Ecologia cíclica das mulheres coletoras ou extratoras e mantenedoras – deve se suceder diariamente, constantemente, tomando todas as atividades humanas; e as mulheres devem ser convidadas, instadas, solicitadas INSISTENTEMENTE a assumir sua metade das responsabilidades de condução dos negócios das gentes.

                            Bom, isso deve sair de onde estamos X/Y até chegar a ser 50/50 realmente, o que quer dizer vistoriar todas as nossas atividades em busca dos desvios, no sentido de corrigi-los sem sustos e sem grandes tremores de parte a parte, não se sentindo os homens assustados e reagentes. É preciso ir com calma e com cuidado ou guerras serão travadas.

                            No mínimo isso quer dizer colocar uma INTERFACE DE RETRANS (reforma/transformação), uma escola, um roteador de conhecimentos, uma pedagogia, uma taxa de transferência de saberes, um local sábio ou sapies com razões e emoções circulares das mulheres em oposição/complementação das lineares dos homens. Ou seja, em resumo uma ESCOLA CÍCLICA, dos tempos circulares, não para substituir totalmente os tempos lineares, como já vimos, mas para complementá-los. Precisamos ainda descobrir as DISCIPLINAS CÍCLICAS, tornar cíclicas as tecnartes e os conhecimentos (Magia/Arte, Teologia/Religião, filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática), o que depende de treinamento de professoras e de professores, pois há que reconverter não apenas os homens como também as mulheres que, por um motivo ou outro, universalmente aceitam o modo linear dominante, até porque para sobreviver aprenderam a aceitar o que lhes é contrário (como diz a música, há mulheres que toleram porrada).

                            Será preciso refazer nos AMBIENTES (mundo, nações, estados, municípios/cidades) todos os fazeres, de modo que se adequem a metade de circularidade, metade de tempos repetitivos, que diminuem a velocidade de arremetimento para frente, e se acostumem aos tempos longos, femininos, pausados, lentos e muito lentos, baianos, à Dorival Caymmi.

                            Vitória, sábado, 13 de dezembro de 2003.

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