Escola da Ecologia
Cíclica
Leia antes o artigo Dois Tempos, Duas Ecologias, neste
Livro 54, para ver que a “equilibr/ação”, ato permanente de equilibrar, de
tornar igual ou 50/50 ou de soma zero as duas ecologias - a EL, Ecologia Linear
dos homens caçadores e destruidores, e a EC, Ecologia cíclica das mulheres
coletoras ou extratoras e mantenedoras – deve se suceder diariamente,
constantemente, tomando todas as atividades humanas; e as mulheres devem ser
convidadas, instadas, solicitadas INSISTENTEMENTE a assumir sua metade das
responsabilidades de condução dos negócios das gentes.
Bom, isso deve sair
de onde estamos X/Y até chegar a ser 50/50 realmente, o que quer dizer
vistoriar todas as nossas atividades em busca dos desvios, no sentido de
corrigi-los sem sustos e sem grandes tremores de parte a parte, não se sentindo
os homens assustados e reagentes. É preciso ir com calma e com cuidado ou
guerras serão travadas.
No mínimo isso quer
dizer colocar uma INTERFACE DE RETRANS (reforma/transformação), uma escola, um
roteador de conhecimentos, uma pedagogia, uma taxa de transferência de saberes,
um local sábio ou sapies com razões e emoções circulares das mulheres em
oposição/complementação das lineares dos homens. Ou seja, em resumo uma ESCOLA
CÍCLICA, dos tempos circulares, não para substituir totalmente os tempos
lineares, como já vimos, mas para complementá-los. Precisamos ainda descobrir
as DISCIPLINAS CÍCLICAS, tornar cíclicas as tecnartes e os conhecimentos
(Magia/Arte, Teologia/Religião, filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e
Matemática), o que depende de treinamento de professoras e de professores, pois
há que reconverter não apenas os homens como também as mulheres que, por um
motivo ou outro, universalmente aceitam o modo linear dominante, até porque
para sobreviver aprenderam a aceitar o que lhes é contrário (como diz a música,
há mulheres que toleram porrada).
Será preciso refazer
nos AMBIENTES (mundo, nações, estados, municípios/cidades) todos os fazeres, de
modo que se adequem a metade de circularidade, metade de tempos repetitivos,
que diminuem a velocidade de arremetimento para frente, e se acostumem aos
tempos longos, femininos, pausados, lentos e muito lentos, baianos, à Dorival
Caymmi.
Vitória, sábado, 13
de dezembro de 2003.
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