terça-feira, 11 de abril de 2017


Encruzilhada da Vida

 

                            Como o filme de Nicholas Cage, só que com esta diferença: 1) uma primeira vida se destaca diante de uma decisão e segue por metade do filme, com todas as peripécias; deve ser mesmo um filme de uma hora e pouco, inteiro, com começo meio e fim, uma trama completa; 2) o segundo filme retorna à decisão e dali prossegue toda uma vida também, até completar-se. Ambos levam a vidas ruins; quando, tendo decorrido o primeiro nessa linha, as pessoas esperassem que a outra linha fosse boa, engano, ela também é ruim, como são todas, com os momentos de brilho.

                            Não sei quantos de uma série podem ser feitos a partir do piloto, sempre mostrando que as decisões em momentos cruciais não mudam muita coisa, nem fazem melhores as vidas de A ou B, porque as vidas que vivemos na realidade não tem nada de surpreendente e entusiasmante. São triviais, boçais, ridículas, quando vistas delas mesmo. Entrementes, se são compactadas, e se vê do futuro em momentos felizes, tendemos a fazer sobressair as coisas agradáveis. As vidas são simples, nós é que enfeitamos tudo demasiadamente.

                            Vitória, quarta-feira, 03 de dezembro de 2003.

Nenhum comentário:

Postar um comentário