Encruzilhada da Vida
Como o filme de
Nicholas Cage, só que com esta diferença: 1) uma primeira vida se destaca
diante de uma decisão e segue por metade do filme, com todas as peripécias;
deve ser mesmo um filme de uma hora e pouco, inteiro, com começo meio e fim,
uma trama completa; 2) o segundo filme retorna à decisão e dali prossegue toda
uma vida também, até completar-se. Ambos levam a vidas ruins; quando, tendo
decorrido o primeiro nessa linha, as pessoas esperassem que a outra linha fosse
boa, engano, ela também é ruim, como são todas, com os momentos de brilho.
Não sei quantos de
uma série podem ser feitos a partir do piloto, sempre mostrando que as decisões
em momentos cruciais não mudam muita coisa, nem fazem melhores as vidas de A ou
B, porque as vidas que vivemos na realidade não tem nada de surpreendente e
entusiasmante. São triviais, boçais, ridículas, quando vistas delas mesmo.
Entrementes, se são compactadas, e se vê do futuro em momentos felizes,
tendemos a fazer sobressair as coisas agradáveis. As vidas são simples, nós é
que enfeitamos tudo demasiadamente.
Vitória,
quarta-feira, 03 de dezembro de 2003.
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