Correlação Matemática
no Futebol
Segundo Gabriel
desde 1990 o Cruzeiro “arrumou a casa” e desde então vem ganhando quase tudo,
dentro e fora de Minas Gerais. Quando olhamos a tabela do Brasileirão notamos
que se classificam para os primeiros lugares os estados mais organizados e
sérios (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul), ao
passo que perdem e ficam para trás os menos organizados e bagunçados (Rio de
Janeiro, Bahia e outros). Essa arrumação da casa não passa de organização da
contabilidade, pagamento em dia dos funcionários, jogadores e técnicos, e dos
contratos. Tudo vai bem para esses, ao passo que para os da bandalheira (no Rio
de Janeiro Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo e Fluminense, os dois últimos
tendo caído já para a “segundona” – o povo maltrata mesmo, zomba dos idiotas -,
a Segunda Divisão, por rebaixamento) tudo vai bem mal, horrivelmente decadente.
Luxemburgo, que foi
péssimo técnico da Seleção brasileira de futebol foi ótimo técnico do Cruzeiro
campeão de 2003 e disse que tudo no Cruzeiro corre às mil maravilhas.
Será que não existe
correlação matemática no Futebol geral, em particular no brasileiro? Será que a
direção não pode contratar matemáticos para estabelecê-las? Os pesquisadores
não podem por si mesmos fazê-lo num livro? Seria fácil nos AMBIENTES (mundo,
nações, estados e municípios/cidades) apontar que os bem-estruturados são
também os ganhadores, sempre, salvo raras ou raríssimas exceções. Se todos
fossem bem organizados ainda haveria frente, média e traseira, mas o modelo diz
que isso não vai acontecer, sempre teremos a Curva do Sino ou de Gauss ou das
Distribuições Estatísticas.
Então, é o caso de
as torcidas exigirem nos estados que tem competência para tal esse gênero de
organização. Em particular os 15 % de brasileiros que torcem pelo Flamengo -
mais de 25 milhões de pessoas - merecem e exigem respeito.
Vitória,
terça-feira, 02 de dezembro de 2003.
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