terça-feira, 11 de abril de 2017


Correlação Matemática no Futebol

 

                            Segundo Gabriel desde 1990 o Cruzeiro “arrumou a casa” e desde então vem ganhando quase tudo, dentro e fora de Minas Gerais. Quando olhamos a tabela do Brasileirão notamos que se classificam para os primeiros lugares os estados mais organizados e sérios (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul), ao passo que perdem e ficam para trás os menos organizados e bagunçados (Rio de Janeiro, Bahia e outros). Essa arrumação da casa não passa de organização da contabilidade, pagamento em dia dos funcionários, jogadores e técnicos, e dos contratos. Tudo vai bem para esses, ao passo que para os da bandalheira (no Rio de Janeiro Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo e Fluminense, os dois últimos tendo caído já para a “segundona” – o povo maltrata mesmo, zomba dos idiotas -, a Segunda Divisão, por rebaixamento) tudo vai bem mal, horrivelmente decadente.

                            Luxemburgo, que foi péssimo técnico da Seleção brasileira de futebol foi ótimo técnico do Cruzeiro campeão de 2003 e disse que tudo no Cruzeiro corre às mil maravilhas.

                            Será que não existe correlação matemática no Futebol geral, em particular no brasileiro? Será que a direção não pode contratar matemáticos para estabelecê-las? Os pesquisadores não podem por si mesmos fazê-lo num livro? Seria fácil nos AMBIENTES (mundo, nações, estados e municípios/cidades) apontar que os bem-estruturados são também os ganhadores, sempre, salvo raras ou raríssimas exceções. Se todos fossem bem organizados ainda haveria frente, média e traseira, mas o modelo diz que isso não vai acontecer, sempre teremos a Curva do Sino ou de Gauss ou das Distribuições Estatísticas.

                            Então, é o caso de as torcidas exigirem nos estados que tem competência para tal esse gênero de organização. Em particular os 15 % de brasileiros que torcem pelo Flamengo - mais de 25 milhões de pessoas - merecem e exigem respeito.

                            Vitória, terça-feira, 02 de dezembro de 2003.

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