Clube CL de Leitura
Definidamente
Clarice Lispector (ucraniana, 1925 a 1977, veio para o Brasil aos dois anos) é
uma iluminada (ela disse que tudo que pretendia era ser “uma das sete” – não
era pouca pretensão, a de ser considerada iluminada, e uma das sete mais; mas
foi) e por baixo dos 23 livros dela, que podem ser superficialmente lidos como
romances, estão milhares e milhares de chaves, das quais coloquei as de leitura
de 13 deles em dois volumes que inseri no modelo.
Seja através dessa
minha abordagem (estou lendo vagarosamente dois ou três outros livros; há mais
um, novo, oferecido nas livrarias, que não tenho ainda) ou de outras, creio que
os CL/CL se espalharão no Brasil e no mundo, devendo ter, como as ONG’s
(organizações não-governamentais) estatuto, regimento interno e outros
enquadramentos legais, ajudando a civilizar a humanidade. É preciso extrair o
máximo dela, como dos demais iluminados, o que se vem fazendo há milênios para
alguns, sem nunca esgotar a fonte (Buda é de 500 antes de cristo, dois e meio
milênios; Jesus oferece-se há dois milênios e não dá nem remotamente mostras de
esgotamento). Também dela se deve aproveitar o máximo, espremendo e
reespremendo, pois a humanidade não pode levar sozinha a tarefa de civilização
(povo, lideranças, profissionais, pesquisadores, estadistas e até santos/sábios
não bastam – logo haveria uma funilização e fim de tudo).
Os governempresas
devem estimular isso, pois é autenticamente um patrimônio brasileiro e mundial,
sem negação dos demais, é claro, pelo contrário, é preciso reafirmá-los (os
dois citados mais Abraão, Moisés, Lao Tse, Confúcio, Gandhi, Vardamana, Maomé –
devem somar 13, idealmente) sempre. A Clarice ainda pode ser lida como
romancista, mas seria uma pena total extrair somente essa feição.
Vitória, sábado, 13
de dezembro de 2003.
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