sexta-feira, 14 de abril de 2017


As Roupas do Mundo

 

                        Vimos no artigo A Invenção das Roupas que as roupas são, basicamente invenção das fêmeas. Depois, com a evolução psicológica e a civilização os homens se apoderaram de quase tudo, inclusive do poder político, e redefiniram as regras, que se distorceram de 50/50 para qualquer gênero de desequilíbrio por ser estudado em profundidade, antes de uma definição precisa.

                        Podemos eleger essa visão lógica metro das condições civilizatórias. Por exemplo, onde as mulheres estejam em posição superdominada os carros, as casas, as roupas não serão “alegres”, vistosas, coloridas ou muito coloridas, pelo contrário, serão cinzas, marrons, ocres, sépias, cores ditas mortas. Podemos pensar que jovens fêmeas sem machos comprometidos usarão roupas coloridas chamativas, como as flores que precisam de polinização fariam. Mulheres que já tenham marido passarão a roupas “sóbrias”, não chamativas. Em sociedades restritivas como a da Grã-Bretanha da Era Vitoriana elas usavam preto e cores não-autorizativas da aproximação dos machos. Em sociedades permissivas até mulheres mais velhas e que ainda menstruam o farão; mas quando deixem de menstruar descolorarão corpo e alma, pois as roupas são vestimentas do estado de espírito, isto é, das disposições e disponibilidades. Mulheres que tenham enviuvado, depois do período de luto usarão cores berrantes; mulheres divorciadas trocarão todo o guarda-roupa, do cinza para o muito apelativo.

                        Onde o índice de nascimento seja muito elevado e o de mortes esteja baixando, como entre os árabes, as cores escuras desestimulantes predominarão. Quando as mulheres tomem mais participação na produção e organização da coletividade não apenas seus carros terão mais cores gritantes como também terão fotografias ou desenhos de flores, plantas, gente. Os jovens machos que feminilizam para atraírem fêmeas adotarão também cores berrantes, o que não fariam noutras condições, pois as roupas masculinas são apenas escudos contra o predador.

                        Podemos dizer se uma coletividade é mais masculina apenas olhando as cores de carros, aviões, trens, casas e apartamentos, roupas, objetos em geral, cozinhas e interiores, móveis e outras coisas. EM GERAL onde as mulheres forem dominantes, principalmente no interior dos lares as cores predominarão, exceto quando já tenham saído da faixa reprodutiva. Isso pode ser muito estendido, em termos de compreensão, para servir à produção de roupas e à moda, oferecendo-se de agora em diante as roupas certas, por pesquisa & desenvolvimento teórico & prático tecnocientífico e não mais mágico/artístico. Não precisaremos mais contratar tecnartistas para programar a moda feminina e masculina. Basta pensar e já teremos quando, quem, onde, por quê, com quê, como serão usadas tais e quais roupas.

                        Para meninos não precisamos oferecer roupas coloridas e para meninas será indiferente até a idade da sexualização, início da sexualidade, que será tanto mais precoce quanto as coletividades estejam em perigo, como depois de guerras ou ameaças delas. Por exemplo, é sabido que depois do 11 de setembro de 2001, quando as torres caíram em Nova Iorque as mulheres americanas tiveram mais filhos, por a coletividade se sentir ameaçada, como as árvores que não dão frutos, e talhadas fazem-nos brotar; pode-se saber, sem pesquisar, que as roupas ficaram mais coloridas depois daquela data.

                        Em resumo, tudo gira em torno da reprodução, da geração de crianças, as cores e a Caverna estando dependentes dessa lógica inflexível.

                        Naturalmente este texto é uma primeira aproximação. Os estudos psicológicos mais apurados tornarão precisa a abordagem industrial e comercial. Em trinta anos estará plenamente determinado, mas mesmo dez anos já proporcionarão avanços consideráveis.

                        Vitória, quinta-feira, 11 de dezembro de 2003.

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