As Roupas do Mundo
Vimos no artigo A Invenção das Roupas que as roupas
são, basicamente invenção das fêmeas. Depois, com a evolução psicológica e a
civilização os homens se apoderaram de quase tudo, inclusive do poder político,
e redefiniram as regras, que se distorceram de 50/50 para qualquer gênero de
desequilíbrio por ser estudado em profundidade, antes de uma definição precisa.
Podemos eleger essa
visão lógica metro das condições civilizatórias. Por exemplo, onde as mulheres
estejam em posição superdominada os carros, as casas, as roupas não serão
“alegres”, vistosas, coloridas ou muito coloridas, pelo contrário, serão
cinzas, marrons, ocres, sépias, cores ditas mortas. Podemos pensar que jovens
fêmeas sem machos comprometidos usarão roupas coloridas chamativas, como as
flores que precisam de polinização fariam. Mulheres que já tenham marido
passarão a roupas “sóbrias”, não chamativas. Em sociedades restritivas como a
da Grã-Bretanha da Era Vitoriana elas usavam preto e cores não-autorizativas da
aproximação dos machos. Em sociedades permissivas até mulheres mais velhas e
que ainda menstruam o farão; mas quando deixem de menstruar descolorarão corpo
e alma, pois as roupas são vestimentas do estado de espírito, isto é, das
disposições e disponibilidades. Mulheres que tenham enviuvado, depois do
período de luto usarão cores berrantes; mulheres divorciadas trocarão todo o
guarda-roupa, do cinza para o muito apelativo.
Onde o índice de
nascimento seja muito elevado e o de mortes esteja baixando, como entre os
árabes, as cores escuras desestimulantes predominarão. Quando as mulheres tomem
mais participação na produção e organização da coletividade não apenas seus
carros terão mais cores gritantes como também terão fotografias ou desenhos de
flores, plantas, gente. Os jovens machos que feminilizam para atraírem fêmeas
adotarão também cores berrantes, o que não fariam noutras condições, pois as
roupas masculinas são apenas escudos contra o predador.
Podemos dizer se uma
coletividade é mais masculina apenas olhando as cores de carros, aviões, trens,
casas e apartamentos, roupas, objetos em geral, cozinhas e interiores, móveis e
outras coisas. EM GERAL onde as mulheres forem dominantes, principalmente no
interior dos lares as cores predominarão, exceto quando já tenham saído da
faixa reprodutiva. Isso pode ser muito estendido, em termos de compreensão,
para servir à produção de roupas e à moda, oferecendo-se de agora em diante as
roupas certas, por pesquisa & desenvolvimento teórico & prático
tecnocientífico e não mais mágico/artístico. Não precisaremos mais contratar
tecnartistas para programar a moda feminina e masculina. Basta pensar e já
teremos quando, quem, onde, por quê, com quê, como serão usadas tais e quais
roupas.
Para meninos não
precisamos oferecer roupas coloridas e para meninas será indiferente até a
idade da sexualização, início da sexualidade, que será tanto mais precoce
quanto as coletividades estejam em perigo, como depois de guerras ou ameaças
delas. Por exemplo, é sabido que depois do 11 de setembro de 2001, quando as
torres caíram em Nova Iorque as mulheres americanas tiveram mais filhos, por a
coletividade se sentir ameaçada, como as árvores que não dão frutos, e talhadas
fazem-nos brotar; pode-se saber, sem pesquisar, que as roupas ficaram mais
coloridas depois daquela data.
Em resumo, tudo gira em
torno da reprodução, da geração de crianças, as cores e a Caverna estando
dependentes dessa lógica inflexível.
Naturalmente este texto
é uma primeira aproximação. Os estudos psicológicos mais apurados tornarão
precisa a abordagem industrial e comercial. Em trinta anos estará plenamente
determinado, mas mesmo dez anos já proporcionarão avanços consideráveis.
Vitória, quinta-feira,
11 de dezembro de 2003.
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