As Fronteiras do
Mundo
Fiquei tão encantado com
o título e os propósitos do livro que sempre o menciono: Enciclopédia da Ignorância.
Pois bem, nós não
sabemos onde ficam as fronteiras do mundo - nem velhos, nem adultos, nem
jovens, nem crianças.
UM MUNDO DE FRONTEIRAS
·
Fronteiras pessoais (individuais, familiares,
grupais, empresariais: micro, pequenas, médias, grandes e gigantes);
·
Fronteiras ambientais (municipais/urbanas, estaduais,
nacionais e mundiais – embora as fronteiras de área não existam mais, inúmeras
outras surgiram, em termos de desenvolvimento psicológico);
·
Há
inúmeras outras chaves e bandeiras no modelo (acompanha as tensões, q.v. o
artigo Tensões no Atlas, neste Livro
54): fronteiras do labor, sexuais, psicológicas, econômicas, do TER, as governamentais,
as do Conhecimento, as da pontescada tecnocientífica, as da proteção, as dos
modos políticos, as dos níveis, etc.
A questão agoraqui não é a de apontar
as tensões, o que foi feito em outro lugar, nem as fronteiras, pois para isso
bastaria seguir o modelo, mas de dizer que seria preciso apresentar às várias
idades, especialmente aos jovens, mas não só, as fronteiras (usadas em relação
a nações) ou divisas (para estados) ou limites (para municípios/cidades), de
tal modo que cada um pudesse compreender as largas paragens em que estamos
mergulhados. Até adultos bem treinados desconhecem os limites do que está sendo
feito em cada área do avanço humano. Quem é que pode saber tudo? O mundo é tão
imenso hoje que ninguém pode conhecer nem uma fatia modesta do todo, mas pelo
menos se for compactado por pessoas de cada área talvez fique mais palatável.
Não através da mídia (TV, Revista, Jornal, Livro, Rádio e Internet), o que
também é necessário, mas diretamente, voz-a-ouvido, em auditórios, por gente
treinada. Aposto que vai dar público o tempo todo, se for entrada franca, ainda
que selecionada e vigiada para não dar permissão a baderneiros e a quem não
esteja interessado efetivamente. De um lado um grupo treinado e bem dirigido,
bem orientado, e do outro a ávida atenção pública em saber os limites do fazer
e do pensar humanos.
Vitória, quarta-feira, 10 de dezembro
de 2003.
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