sexta-feira, 14 de abril de 2017


As Fronteiras do Mundo

 

                        Fiquei tão encantado com o título e os propósitos do livro que sempre o menciono: Enciclopédia da Ignorância.

                        Pois bem, nós não sabemos onde ficam as fronteiras do mundo - nem velhos, nem adultos, nem jovens, nem crianças.

                        UM MUNDO DE FRONTEIRAS

·         Fronteiras pessoais (individuais, familiares, grupais, empresariais: micro, pequenas, médias, grandes e gigantes);

·         Fronteiras ambientais (municipais/urbanas, estaduais, nacionais e mundiais – embora as fronteiras de área não existam mais, inúmeras outras surgiram, em termos de desenvolvimento psicológico);

·         Há inúmeras outras chaves e bandeiras no modelo (acompanha as tensões, q.v. o artigo Tensões no Atlas, neste Livro 54): fronteiras do labor, sexuais, psicológicas, econômicas, do TER, as governamentais, as do Conhecimento, as da pontescada tecnocientífica, as da proteção, as dos modos políticos, as dos níveis, etc.

A questão agoraqui não é a de apontar as tensões, o que foi feito em outro lugar, nem as fronteiras, pois para isso bastaria seguir o modelo, mas de dizer que seria preciso apresentar às várias idades, especialmente aos jovens, mas não só, as fronteiras (usadas em relação a nações) ou divisas (para estados) ou limites (para municípios/cidades), de tal modo que cada um pudesse compreender as largas paragens em que estamos mergulhados. Até adultos bem treinados desconhecem os limites do que está sendo feito em cada área do avanço humano. Quem é que pode saber tudo? O mundo é tão imenso hoje que ninguém pode conhecer nem uma fatia modesta do todo, mas pelo menos se for compactado por pessoas de cada área talvez fique mais palatável. Não através da mídia (TV, Revista, Jornal, Livro, Rádio e Internet), o que também é necessário, mas diretamente, voz-a-ouvido, em auditórios, por gente treinada. Aposto que vai dar público o tempo todo, se for entrada franca, ainda que selecionada e vigiada para não dar permissão a baderneiros e a quem não esteja interessado efetivamente. De um lado um grupo treinado e bem dirigido, bem orientado, e do outro a ávida atenção pública em saber os limites do fazer e do pensar humanos.

Vitória, quarta-feira, 10 de dezembro de 2003.

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