A
Nova Superpotência da Consciência Fragmentada
Depois de 1989 no mundo e 1995 no Brasil veio
essa coisa formidável que é a Web pública, a Internet, com a Wikipédia,
o Google,
o Facebook
e rede sociais sem os quais não saberíamos mais viver. Com tudo isso,
de muito bom veio tudo de muito ruim, os infernos associados (é disso que tenho
medo, relativamente ao MP, Modelo
Pirâmide).
Nascido em 1954 (antes de 1989 35 anos, antes
de 1995 41 anos), 63 anos agora, ainda tenho condições de saber as divergências,
por ter lido livros, enciclopédias, jornais, revistas, visto filmes e TV,
ouvido rádio e assim por diante, minha cabeça está atulhada de informações que
permitem duvidar de tudo que se fala e é postado.
Os jovens não têm essa chance, vão engolir
quase tudo, vai descer tudo pelas goelas deles como se fosse verdade.
Pense que nossos dirigentes vão em 20 anos sair
dessa geração desinformada, todos que tinham sete anos ou menos nas datas e
agora estão com (em relação a 1982 e 1988, + 7, 1989 e 1995) 35 e 29 anos
contaminados de inverdades que serão repetidas até a náusea – e nem estou
falando de fakes, as falsificações mais evidentes.
FAKES (não somente de
fotos de pessoas, de aspectos da realidade)
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Fake
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fake
("falso" em inglês) é um termo
usado para denominar contas ou perfis usados na Internet para ocultar a identidade real de um
usuário, para proteger-se de spams, ou simplesmente passar o tempo. Para
isso, são usadas identidades de famosos, cantores, personagens de filme ou
até mesmo outras pessoas anônimas (como Arnold ou César).
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Os governantes do Executivo, dos políticos do
Legislativo, dos juízes do Judiciário, dos empresários das empresas terão de
empregar uma nova classe de altos pesquisadores só para triar o que é
verdadeiro e o que é falso. Pessoas que vão ter de novo que rastrear livros,
enciclopédias e todo o resto para comparar, cobrando preços altos.
As consciências dos jovens foram
fragmentadas, eles vivem um mundo de MUITO MAIS informações, elas pipocam por
toda parte, é superpotência, é nova, depende de reenfrentamento geral e
particular (os velhos também, bem como todos do Conhecimento). Superpotência,
sim, mas o perigo consiste justamente na fragmentação, superexposição dos
fragmentos.
Difícil de lidar, como também com os drones
perigosíssimos.
As crianças de agora, que nenhuns esteios
receberam do passado, estão em maior perigo que todos de antes. Se antes
existiam mentirosos, agora vai virar instituição.
Vitória, sexta-feira, 14 de abril de 2017.
GAVA.
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