sexta-feira, 14 de abril de 2017


A Nova Superpotência da Consciência Fragmentada

 

Depois de 1989 no mundo e 1995 no Brasil veio essa coisa formidável que é a Web pública, a Internet, com a Wikipédia, o Google, o Facebook e rede sociais sem os quais não saberíamos mais viver. Com tudo isso, de muito bom veio tudo de muito ruim, os infernos associados (é disso que tenho medo, relativamente ao MP, Modelo Pirâmide).

Nascido em 1954 (antes de 1989 35 anos, antes de 1995 41 anos), 63 anos agora, ainda tenho condições de saber as divergências, por ter lido livros, enciclopédias, jornais, revistas, visto filmes e TV, ouvido rádio e assim por diante, minha cabeça está atulhada de informações que permitem duvidar de tudo que se fala e é postado.

Os jovens não têm essa chance, vão engolir quase tudo, vai descer tudo pelas goelas deles como se fosse verdade.

Pense que nossos dirigentes vão em 20 anos sair dessa geração desinformada, todos que tinham sete anos ou menos nas datas e agora estão com (em relação a 1982 e 1988, + 7, 1989 e 1995) 35 e 29 anos contaminados de inverdades que serão repetidas até a náusea – e nem estou falando de fakes, as falsificações mais evidentes.

FAKES (não somente de fotos de pessoas, de aspectos da realidade)

Fake
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Fake ("falso" em inglês) é um termo usado para denominar contas ou perfis usados na Internet para ocultar a identidade real de um usuário, para proteger-se de spams, ou simplesmente passar o tempo. Para isso, são usadas identidades de famosos, cantores, personagens de filme ou até mesmo outras pessoas anônimas (como Arnold ou César).

Os governantes do Executivo, dos políticos do Legislativo, dos juízes do Judiciário, dos empresários das empresas terão de empregar uma nova classe de altos pesquisadores só para triar o que é verdadeiro e o que é falso. Pessoas que vão ter de novo que rastrear livros, enciclopédias e todo o resto para comparar, cobrando preços altos.

As consciências dos jovens foram fragmentadas, eles vivem um mundo de MUITO MAIS informações, elas pipocam por toda parte, é superpotência, é nova, depende de reenfrentamento geral e particular (os velhos também, bem como todos do Conhecimento). Superpotência, sim, mas o perigo consiste justamente na fragmentação, superexposição dos fragmentos.

Difícil de lidar, como também com os drones perigosíssimos.

As crianças de agora, que nenhuns esteios receberam do passado, estão em maior perigo que todos de antes. Se antes existiam mentirosos, agora vai virar instituição.

Vitória, sexta-feira, 14 de abril de 2017.

GAVA.

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