Como
Era Gostosa Minha Desigualdade
Abri o livro de Anthony B. Atkinson, DESIGUALDADE, São Paulo, Leya, 2015 (sobre
original de 2009 e embasamento em 1966), reparando logo que é equivocado,
travado em ranços antigos do socialismo, a doença mental doutrinária superafirmativa
do social – quer que todos sejam socialistas.
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AUTOR.
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LIVRO.
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Reino Unido, 1944.
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Não é muito prestigiado, recorre à fama de
Thomas Piketty.
Na orelha esquerda dizem: “Para reduzir a
desigualdade precisamos de novas ideias”. Precisamos, isso sim, saber antes de
tudo o que é des/igualdade.
A CURVA DO SINO DO
PAR POLAR OPOSTO-COMPLEMENTAR (Jesus havia dito, não prestaram atenção: “pobres
sempre os tereis convosco”)
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2,5 % e aderentes.
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90,0 %.
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2,5 % e aderentes.
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E
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D
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C
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B
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A
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Miseráveis.
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Pobres.
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Médios.
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Médio-altos.
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Ricos.
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Extremamente pobres.
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Extremamente altos.
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Não é possível acabar com a pobreza, nem com a
miséria, elas são do desenho do mundo. Além disso, como já disse em A Beleza da Desigualdade, não é toda
desigualdade que é ruim. Por exemplo, sou homem e gosto das mulheres, de modo
nenhum gostaria que todos fossem homens, nem pensar. E Silas, nosso labrador
Pink nose, era cachorro muito amado, eu não teria gostado se fosse humano, pude
prestar atenção à sua beleza indômita, sua coragem, sua amizade ímpar, sua
grandeza canina. É a desigualdade política, de tratamento, que é ruim, é péssima.
O que é possível é mudar a CS.
ELEVANDO A CURVA (existem pobres no
Japão, mas muito mais elevados que os do Brasil): lá existem pobres e
miseráveis, mas com poder de compra muito mais alto.
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ESTREIAMENTO
DEMOCRÁTICO
(os pobres/miseráveis estão presentes, mas há menor distância formal em relação
aos ricos, como no Brasil – lugares em que os pobres “não sabem seu lugar”,
onde ele não é fortemente marcado, como em relação aos ricos excluidores, tipo
EUA)
E assim por diante, são estudos da CS.
Piketty faz o prefácio e diz, p. 13, “POR UM
NOVO REFORMISMO RADICAL”, como se não bastasse esse reformismo errado e
antagônico que colocou duas classes (trabalhadores e patrões) em oposição e
confrontação. E, antes de tudo, reformismo é superafirmação da reforma, é
doença mental. Radical vai até as raízes, geralmente com o intuito de
arrancá-las e matar a árvore produtivorganizativa. Além disso, reforma é só
metade da RETRANS (reforma-transformação, superficial-profunda), não trata
integralmente das causas, só das consequências. Em resumo, nem preciso ler o livro
todo para saber que é burro (vou ler, para determinar em profundidade os erros interpretativos).
E nem identificou que a coletividade está
mudando de lado, passando do progressismo ao conservadorismo em nossos tempos
mesmo.
Autor que quer nos impor a década dos 1960
como se fosse avanço.
Vitória, sexta-feira, 14 de abril de 2017.
GAVA.




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