sexta-feira, 14 de abril de 2017


Como Era Gostosa Minha Desigualdade

 

Abri o livro de Anthony B. Atkinson, DESIGUALDADE, São Paulo, Leya, 2015 (sobre original de 2009 e embasamento em 1966), reparando logo que é equivocado, travado em ranços antigos do socialismo, a doença mental doutrinária superafirmativa do social – quer que todos sejam socialistas.

AUTOR.
LIVRO.
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Reino Unido, 1944.
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Não é muito prestigiado, recorre à fama de Thomas Piketty.

Na orelha esquerda dizem: “Para reduzir a desigualdade precisamos de novas ideias”. Precisamos, isso sim, saber antes de tudo o que é des/igualdade.

A CURVA DO SINO DO PAR POLAR OPOSTO-COMPLEMENTAR (Jesus havia dito, não prestaram atenção: “pobres sempre os tereis convosco”)

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2,5 % e aderentes.
90,0 %.
2,5 % e aderentes.
E
D
C
B
A
Miseráveis.
Pobres.
Médios.
Médio-altos.
Ricos.
Extremamente pobres.
 
Extremamente altos.

Não é possível acabar com a pobreza, nem com a miséria, elas são do desenho do mundo. Além disso, como já disse em A Beleza da Desigualdade, não é toda desigualdade que é ruim. Por exemplo, sou homem e gosto das mulheres, de modo nenhum gostaria que todos fossem homens, nem pensar. E Silas, nosso labrador Pink nose, era cachorro muito amado, eu não teria gostado se fosse humano, pude prestar atenção à sua beleza indômita, sua coragem, sua amizade ímpar, sua grandeza canina. É a desigualdade política, de tratamento, que é ruim, é péssima.

O que é possível é mudar a CS.

ELEVANDO A CURVA (existem pobres no Japão, mas muito mais elevados que os do Brasil): lá existem pobres e miseráveis, mas com poder de compra muito mais alto.

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ESTREIAMENTO DEMOCRÁTICO (os pobres/miseráveis estão presentes, mas há menor distância formal em relação aos ricos, como no Brasil – lugares em que os pobres “não sabem seu lugar”, onde ele não é fortemente marcado, como em relação aos ricos excluidores, tipo EUA)

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E assim por diante, são estudos da CS.

Piketty faz o prefácio e diz, p. 13, “POR UM NOVO REFORMISMO RADICAL”, como se não bastasse esse reformismo errado e antagônico que colocou duas classes (trabalhadores e patrões) em oposição e confrontação. E, antes de tudo, reformismo é superafirmação da reforma, é doença mental. Radical vai até as raízes, geralmente com o intuito de arrancá-las e matar a árvore produtivorganizativa. Além disso, reforma é só metade da RETRANS (reforma-transformação, superficial-profunda), não trata integralmente das causas, só das consequências. Em resumo, nem preciso ler o livro todo para saber que é burro (vou ler, para determinar em profundidade os erros interpretativos).

E nem identificou que a coletividade está mudando de lado, passando do progressismo ao conservadorismo em nossos tempos mesmo.

Autor que quer nos impor a década dos 1960 como se fosse avanço.

Vitória, sexta-feira, 14 de abril de 2017.

GAVA.

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