A Grande Mãe
No final do quarto livro
de Avalon a autora, Marion Zimmer
Bradley, diz que a Grande Mãe não desapareceu, ela se fundiu com o cristianismo
através de Nossa Senhora, Maria, chamada Mãe de Deus (na realidade, de Jesus;
mãe do Filho, terceira parte da Trindade Cristã – compondo então com Deus,
Grande Pai, e Espírito Santo, Grande Mãe).
Acontece que pela Rede
Cognata (veja o livro 2, artigo Rede e
Grade Signalíticas), Grande Mãe = GRANDE MAL = AUGUSTA MULHER = CORROMPIDA
MENINA, etc., muitas traduções, das quais resta que é um GRANDE mal, O Mal. As
pessoas ficarão surpreendidas, imaginando o que há de errado, e nada estará
mesmo, nada, pois os pares polares opostos/complementares só o são quando
abertos, não sendo pares mas UM SÓ quando Deus e Natureza, Grande Pai e Grande
Mãe estejam re-unidos em ELI, Ele/Ela, Alá, ABBA – constituindo o mesmo ente.
Só os seres divididos
imaginam que são diferentes. Aí distribuem folhetos, como este que está em
anexo.
De onde vem Hitler? As
pessoas não gostam de pensar que saiu delas mesmas, de todos os nossos atos e
gestos, nossos gostos e vontades, da acumulação dos pequenos males que existem
em nós, todas os nossos desejos, que são doenças, desvios da reta Vontade
geral. São oscilações que vão acumulando numa represa que vaza em determinadas
PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) fracas. De onde viriam? Há quem
pense no remoto Grande Mal como se ele fosse externo a nós, como se fosse outro
ente, AQUELE LÁ, a ser castigado. Todos nós contribuímos um pouco, nos gestos e
nas palavras que dizemos. Vai somando, somando, somando até que a contenção não
segura mais e vaza, derrama no mundo como perversidade, depois retratada como
se fosse DO OUTRO.
Quando as pessoas virem
as traduções da RC pensarão que é para hostilizar, em vez de procurar entender
que é estatístico, está na Curva do Sino ou de Gauss ou das Distribuições
Estatísticas. Somos nós mesmos. Não há como escapar. Justamente tentar imputar
aos outros é incrementar.
Vitória, segunda-feira,
08 de dezembro de 2003.
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