sexta-feira, 14 de abril de 2017


A Grande Mãe

 

                        No final do quarto livro de Avalon a autora, Marion Zimmer Bradley, diz que a Grande Mãe não desapareceu, ela se fundiu com o cristianismo através de Nossa Senhora, Maria, chamada Mãe de Deus (na realidade, de Jesus; mãe do Filho, terceira parte da Trindade Cristã – compondo então com Deus, Grande Pai, e Espírito Santo, Grande Mãe).

                        Acontece que pela Rede Cognata (veja o livro 2, artigo Rede e Grade Signalíticas), Grande Mãe = GRANDE MAL = AUGUSTA MULHER = CORROMPIDA MENINA, etc., muitas traduções, das quais resta que é um GRANDE mal, O Mal. As pessoas ficarão surpreendidas, imaginando o que há de errado, e nada estará mesmo, nada, pois os pares polares opostos/complementares só o são quando abertos, não sendo pares mas UM SÓ quando Deus e Natureza, Grande Pai e Grande Mãe estejam re-unidos em ELI, Ele/Ela, Alá, ABBA – constituindo o mesmo ente.

                        Só os seres divididos imaginam que são diferentes. Aí distribuem folhetos, como este que está em anexo.

                        De onde vem Hitler? As pessoas não gostam de pensar que saiu delas mesmas, de todos os nossos atos e gestos, nossos gostos e vontades, da acumulação dos pequenos males que existem em nós, todas os nossos desejos, que são doenças, desvios da reta Vontade geral. São oscilações que vão acumulando numa represa que vaza em determinadas PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) fracas. De onde viriam? Há quem pense no remoto Grande Mal como se ele fosse externo a nós, como se fosse outro ente, AQUELE LÁ, a ser castigado. Todos nós contribuímos um pouco, nos gestos e nas palavras que dizemos. Vai somando, somando, somando até que a contenção não segura mais e vaza, derrama no mundo como perversidade, depois retratada como se fosse DO OUTRO.

                        Quando as pessoas virem as traduções da RC pensarão que é para hostilizar, em vez de procurar entender que é estatístico, está na Curva do Sino ou de Gauss ou das Distribuições Estatísticas. Somos nós mesmos. Não há como escapar. Justamente tentar imputar aos outros é incrementar.

                        Vitória, segunda-feira, 08 de dezembro de 2003.

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