sábado, 15 de abril de 2017


Tensões no Atlas

 

                            No Atlas de Tensões, que é parte do Atlas de Toque, deveríamos poder classificar todas as tensões antes de abordá-las, antes de pesquisá-las. Isso poderia ser feito dentro do modelo.

AS TENSÕES PESSOAIS E AMBIENTAIS (duas a duas até n-a-n)

·        Tensões individuais

·        Tensões familiares

·        Tensões grupais

·        Tensões empresariais

·        Tensões urbanas/municipais

·        Tensões estaduais

·        Tensões nacionais

·        Tensões mundiais (intercontinentais, por enquanto).

Então teríamos as demais tensões do modelo:

TÃO TENSOS...

·        Tensões do labor (tensões operárias, tensões intelectuais, tensões financistas, tensões militares, tensões burocráticas – só as militares, só nos EUA, consumirão em 2004 nada menos de 401 bilhões de dólares);

·        Tensões sexuais (tensões dos machos, tensões das fêmeas, tensões dos pseudomachos, tensões das pseudofêmeas);

·        Tensões psicológicas (tensões das figuras ou das psicanálises, tensões dos objetivos ou das psico-sínteses, tensões econômicas ou das produções, tensões sociológicas ou das organizações, tensões geo-históricas ou dos espaçotempos racionais);

·        Tensões econômicas (tensões agropecuárias-extrativistas, tensões industriais, tensões comerciais, tensões dos serviços, tensões bancárias);

·        Tensões do TER (tensões dos ricos, tensões dos médios-altos, tensões dos médios, tensões dos pobres ou médios-baixos, tensões dos miseráveis);

·        Tensões governamentais (tensões dos governantes do Executivo, tensões dos políticos do Legislativo, tensões dos juizes do Judiciário);

·        Tensões do Conhecimento (tensões mágicas/artísticas, tensões teológicas/religiosas, tensões filosóficas/ideológicas, tensões científicas/técnicas e tensões matemáticas);

·        Tensões da pontescada científica (tensões físicas/químicas, tensões biológicas/p.2, tensões psicológicas/p.3, tensões informacionais/p.4, tensões cosmológicas/p.5, tensões dialógicas/p.6);

·        Tensões dos modos políticos (tensões escravistas, tensões feudalistas, tensões capitalistas, tensões socialistas, tensões comunistas, tensões anarquistas);

·        Tensões dos níveis (tensões populares, tensões das lideranças, tensões profissionais, tensões dos pesquisadores, tensões dos estadistas, tensões dos santos/sábios, tensões dos iluminados – estes não estão presentes, mas ficaram seus textos ou ensinamentos);

·        Outras.

Enfim, vivemos mergulhados em tensões - estamos expostos a choques contínuos, continuados, repetidamente em confronto. Eles podem, como as empresas, ser micro, pequenos, médios, grandes e gigantes, e sempre levam a conflitos, que é a guerra fria, sem deflagração, e a guerras, que são os conflitos quentes. Conflitos armados e conflitos desarmados.

As tensões se acumulam no ritmo dialético, segundo as regrinhas lá, de avanço, salto, reavanço (ou evolução, revolução, reevolução): 1) interpenetração dos contrários, 2) negação da negação, 3) salto revolucionário – todas de Hegel e Engels; 4) mutação diferenciada, de Trotsky, 5) tensor ou mola dialética e 6) herança virtual.

Você há de convir que tudo isso é muito interessante, mais do que as trivialidades que vemos. Poder ver o GLOBO (em 3DRV - 3D, três dimensões, estática, e RV, Realidade Virtual, dinâmica) DE TENSÕES, no espaço mesmo, como se fossem montanhas e vales, um globo para cada tensão acima exposta e as outras, ou todas combinadas, interferindo mutuamente, seria cativante. Não temos nada assim, nem de longe, mas teremos; e, quando tivermos, será um assombro. Terá grande impacto e será precioso auxílio para todos, em especial os pesquisadores.

Vitória, quarta-feira, 10 de dezembro de 2003.

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