sexta-feira, 14 de abril de 2017


Salva-Vidas Celeste

 

                        Fico assombrado que passados quase 100 anos desde que Santos Dumont levantou do chão o “mais pesado que o ar” em 1906 ainda não tenhamos a bordo dos aviões (que caem com grande freqüência, apesar das estatísticas terem demonstrado – erradamente – que são tantos em tantos quilômetros, menos que carros, etc.) salva-vidas celestes.

                        Não apenas pára-quedas, o que deve existir também, obrigatoriamente, e sim os SVC que vou descrever, pois há barcos salva-vidas nos navios e deve haver também nos aviões.

                        Os aviões são grandes e na parte de baixo (ou de cima, conforme os estudos alternativos) pode se destacar uma BARCA planadora que leve as asas junto, sem os motores (que ficarão em baixo se a parte destacável ficar em cima e vice-versa), deixando apenas a fuselagem mergulhar em forma de charuto para se esborrachar no chão. Os passageiros ficarão deitados, apertados, com os dois pilotos tendo espaço maior, para fazer as manobras. Claro, o SVC terá sistemas redundantes de rádio, ligados independentemente a vários satélites, começando a emitir logo após a separação.

                        Então, teremos na realidade DOIS AVIÕES, um com motores na parte de cima (ou de baixo), outro, sem motores, na parte de baixo (ou de cima). No caso de desastre do maior, 2/3, o 1/3 restante salvará os passageiros, destacando-se já perto do chão, o máximo que os pilotos acharem conveniente ir. Além disso, os passageiros terão pára-quedas, os das mulheres ou homens que levem crianças sendo duplo, para saltarem na eventualidade da barca sofrer avarias. Não importa quanto custe, é fundamental. O mesmo deve ser feito com ônibus (embora aqui o sistema seja outro), melhorando a segurança geral.

                        A questão toda é que o ser humano foi deixado muito desprotegido esse tempo todo, o que é imperdoável e será somado à conta geral dos capitalistas e dos exploradores precedentes.

                        Vitória, quinta-feira, 04 de dezembro de 2003.

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