Salgadão
Já com esse nome, a
Loja seria franqueável no Brasil inteiro (não sei se o mundo adotará essa mania
brasileira do salgadinho). Salgados imensos, valendo por uma refeição, a mais
balanceada possível, para tomar lugar dos Mcdonald’s e dos Bob’s da vida,
espalhados os primeiros no mundo e os segundos no Brasil.
Como no caso da
genialidade de George Lucas com a Guerra
nas Estrelas (ele lançou os episódios IV, V e VI há mais de duas décadas,
esperou cozinhar e lançou o I e II, estando prestes a lançar o III) ou de
Sthepen Spielberg com o Indiana Jones
(mesmo esquema, ligeiramente modificado), no caso deles de modo planejado, e no
dos salgados de forma inteiramente fortuita, houve uma preparação benéfica que
vai nos ajudar. A questão é que os brasileiros se acostumaram a comer
salgadinhos e com isso ficou preparado o terreno para o lançamento desses
salgadões.
O esquema não pode
ser o mesmo das lojas, que dependem de pontos, lugares privilegiados, mas deve
usar milhares de vendedores em todas as esquinas, com roupas padronizadas, com
salgadões pré-cozidos, fritos na hora em gordura superquente em ambiente
totalmente esterilizado, que a saúde pública vigie amiúde (é condição de
expansão). Os salgadões congelados devem vir em sacolas plásticas fechadas, que
serão abertas no local, dentro do óleo fervente, fritos na hora, servidos em
pratos com garfos, em banquetas com plataforma para eles. Não deve pairar
qualquer dúvida, mínima que seja. Se for possível, se não ficar caro, servir
pílula de vitaminas que ajude o povo brasileiro a apurar a saúde, inclusive com
vitamina C. O objetivo, mais do que apenas lucrar, é fornecer alimentação
equilibrada de carne e massas (e as vitaminas, se possível, com os sais
minerais e micronutrientes) ao povo brasileiro. Uma campanha nacional de
reajuste dos corpomentes do povo.
Vitória,
quinta-feira, 11 de dezembro de 2003.
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