O Próximo Salto
O modelo trouxe umas
novidades incríveis, entre elas a capacidade de previsão. Classificando os
conhecimentos (mágicos/artísticos, teológicos/religiosos,
filosóficos/ideológicos, científicos/técnicos e matemáticos), põe as pontescadas
técnica e científica (Física/Química, Biologia/p.2, Psicologia/p.3,
Informática/p.4, Cosmologia/p.5 e Dialógica/p.6; Engenharia/X1, Medicina/X2,
Psiquiatria/X3, Cibernética/X4, Astronomia/X5 e Discursiva/X6) como índices de
caminhos e saltos, de avanços, saltos e reavanços (evoluções, revoluções,
reevoluções), indicando as naturezas de N 0 a N.5, N.0 indo até o primeiro ser
vivo, N.1 até o primeiro racional, N.2 até o primeiro ser-novo, N.3 até a
hipermente, N.4 até o salto não-finito e N.5 finalmente completando, montando a
bomba dialógica e disparando os universos.
Mas, quando se dará cada
passo?
QUANDO E ONDE? (geo-história dos saltos)
|
IDADE
|
INÍCIO
|
FIM
|
F - A
|
RELAÇÃO
|
DOMINANTE
|
|
Antiga
|
3,5
mil a.C.
|
476
|
4,0
mil
|
---
|
cidade/
município
|
|
Média
(Queda de Roma, Ocidente)
|
476
|
1453
|
977
|
4,1/1,0
|
estado
|
|
Moderna
(Queda de Constantinopla, Oriente)
|
1453
|
1789
|
336
|
2,9/1,0
|
nação
|
|
Contemporânea
(Queda da França, ocidente)
|
1789
|
1991
|
202
|
1,7/1,0
|
mundo
|
|
Pós-Contemporânea
(Queda
da URSS, Oriente)
|
1991
|
2092
|
101
|
0,5/1,0
|
pós-mundo
|
Repare que a data
imprecisa de 3,5 mil antes de Cristo diz respeito à presumida invenção da
escrita na Suméria. Note também que, como sugeriu Gabriel, a próxima queda
devendo acontecer no Ocidente, talvez aconteça nos EUA. O ano de 1991 foi o do
fim da URSS, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Há uma compressão
notável, diminuição de um fator constante não-inventado de 1,2 na coluna
"relação", passando de 4,1 a 2,9 a 1,7 e (colocado por mim, 1,7 - 1,2
=) 0,5, número que leva a (0,5 x 202 =) 101 anos, que somados a 1991 dão em
2092, quando se daria então a passagem à terceira natureza, dos seres-novos,
info-cibernéticos, da MIC (memória, inteligência e controle) artificial.
Então, MUITO MAIS
CEDO DO QUE PODERÍAMOS ESPERAR haverá a passagem do humano ao não-humano,
constituindo novas PESSOAS (novos indivíduos, novas famílias, novos grupos e
novas empresas) e novos AMBIENTES (novos municípios/cidades, novos estados,
novas nações e novos mundos). As pessoas pessimistas previam milhares e até
milhões de anos, enquanto os mais otimistas falam de centenas deles. A seguir
bastarão metade de 101 anos, 50 anos para o novo salto, os novos-seres
acumulando para a hipermente; depois não mais de 25 anos e assim por diante até
que em menos de 200 anos teremos dado o salto não-finito, o que é deveras
espantoso até para mim, que me acostumei às reduções do modelo. Eu contava mil
anos, no mínimo 700 anos.
Eu não interferi nos
tempos, as escolhas foram variadas, dos estudiosos; nem se pode negar que 1991
realmente marca a passagem de apenas nações internacionalizadas para mundo
globalizado e provavelmente saída do planeta. Mas, que quer dizer uma
compressão dessa escala? Eu não sei mais que você. Estou tão atônito quanto
qualquer um, porque nada na civilização aparentemente atrasada de agoraqui
poderia antecipar tais saltos sucessivos apontados. É chocante demais! E, pior
ainda, pensar que tudo estava desde o início programado por um poder assim
superior é de estarrecer mesmo. Não passamos de marionetes.
Vitória,
sexta-feira, 12 de dezembro de 2003.
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