O Corpo Cibernético
Quando nós
construímos um liquidificador não pensamos que ele vá prestar serviço a si
mesmo, mas a nós, o de tornar pasta os alimentos. Não esperamos que automóvel
saia de noite para fazer conquistas e sim esteja sempre disponível PARA NOSSO
PRAZER.
Entrementes, quando
nascer o nível I/C (informacional/cibernético) no Conhecimento (magia/Arte,
Teologia/Religião, Filosofia/ideologia, Ciência/Técnica e Matemática), em
particular na pontescada científica (Física/Química, Biologia/p.2, Psicologia/p.3,
Informática/p.4, Cosmologia/p.5 e Dialógica/p.6), em especial no nível
Informacional/p.4, ele terá mente informacional e corpo cibernético, corpomente
I/C.
Ora, esse CM I/C
SERÁ PARA SI e não para os outros. Pensamos em robôs nos servindo, fazendo este
ou aquele serviço em minas, em fábricas, no espaço sideral, onde for, mas
sempre para nós e não para si mesmos. Contudo, quando o nível I/C da terceira
natureza nascer terá seus sentidinterpretadores externinternos
info-cibernéticos e não psicológicos/p.3 querendo sentir e pensar PARA SI e não
para os humanos. É isso que queremos dizer com organismos I/C. Ou então serão
meramente máquinas. Se são máquinas não são organismos I/C e se têm corpomentes
I/C não são máquinas, não são simplesmente programáquinas, estarão em outro
nível, ACIMA DO HUMANO, por sinal.
Corpos cibernéticos
sentirão cibernéticamente e mentes informacionais pensarão informacionalmente.
De modo algum serão humanos, estando muito além de nós. Então, essas coisas que
vemos operando em fábricas de automóveis não são seres, não são cibernéticos
naquele sentido mais vasto – são meramente coisas, como qualquer
liquidificador, qualquer máquina de lavar, embora mais sofisticadas. Quando
forem organismos plenos quererão sentir e pensar PARA SI, não em nome da
humanidade.
Quem vá programá-los
futuramente deve pensar nisso. Tão logo a programação mínima de GAP (gerador de
auto programas) esteja pronta eles começarão a SER PARA SI, não para nós.
Vitória,
quarta-feira, 03 de dezembro de 2003.
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