terça-feira, 11 de abril de 2017


Escola da Esfera

 

                            Olhando assim a esfera sem mais cuidado ninguém dá nada por ela, mas podemos transformá-la para ser, além do que já é, símbolo da perfeição num sentido adicional.

                            Veja o centro no espaço como soma zero geral e na reta como soma 50/50 de pares polares opostos/complementares, os raios que se opõe dois-a-dois e se complementam como diâmetros, todos do mesmo tamanho, enfeixados por tal centro em infinitas posições que formam a superfície da esfera perfeitamente lisa, símbolo de governo completamente azeitado.

                            Nela, quanto maior se é no real, isto é, quanto maior é o raio, tanto menos próximo do centro = ABSOLUTO = GOVERNADOR = CRISTO (veja na Rede Cognata, Livro 2, Rede e Grade Signalíticas) ou do virtual ou da verdade se coloca o ente. Em resumo, quanto maior se parece tanto menor se é. A dilatação do raio se assemelha fortemente com o orgulho humano.

                            Também podemos pensar que alinhar infinitos raios dois-a-dois como infinitos diâmetros é como casar dois-a-dois infinitos parafusos em infinitas porcas, sem engrimpar, sem enguiçar. A esfera é símbolo do “rolar macio” pelo qual as pessoas têm instintivamente apreço, como quando se diz que a cerveja ou a cachaça desceu “redondinha” na garganta, isto é, não feriu, não doeu.

                            E que habilidade deve ter o centro para colocar os raios todos, que tem oposição natural, que são naturalmente opostos, juntos, mas sem criar tumulto! Pelo contrário, todos se anulam mutuamente e o esforço no centro propriamente dito é zero, nulo, nenhum. Que infinita capacidade deve ter esse centro!

                            Por aí você pode ver quanto podemos aprender com a esfera, simplesmente olhando-a e pensando nela. Não é extraordinário podermos aprender tanto?
                            Vitória, quarta-feira, 03 de dezembro de 2003.

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