ELI e o Pluriverso
ELI, Ele/Ela,
Natureza/Deus, Grande Mãe e Grande Pai, Espírito Santo e Deus, também é
prisioneiro (a) de sua própria Criação geral, seja pelo lado do acaso da
construção seja pelo lado da necessidade, mas os pares polares opostos/complementares
nos dizem que existe metade de NÃO-HÁ, mais do que não-existência
(virtualidade) ao lado da existência (realidade). Metade de tudo, ao lado do
Pluriverso, é o que não-há nem pode haver e ali nem ELI nem coisa alguma manda
nem faz.
Evidentemente que
somos prisioneiros e foi esse enfrentamento que Buda fez com o Grande
Arquiteto. Mas o G.A. também é prisioneiro, embora não de alguém, e sim de si
mesmo, pois ele deve criar-e-criar para não ficar sozinho em estreita solidão.
Assim, cria mundos e fundos apenas pelo prazer de convivência racional, embora
num nível esgotantemente menor e insatisfatório, pois muitos racionais
conduzem-se pelo livre-arbítrio doado a becos sem saída lógico-dialéticos, não conseguindo
subir até o fim a pontescada tecnocientífica. Como disse Kaspar Hauser, os
racionais sobem as montanhas, os mundos, para descobrir no topo outras
infinitas montanhas ou mundos ou universos. Mas ELI também deve construir
infinitos universos, em incessante atividade. Porém há algo que não é caos nem
ordem, que não-é, e esse não-ser, não-ter, não-estar, incomoda ELI, que cria
incessantemente, infinitamente, infinitos mundos de várias ordens de potência e
taxas de montagem.
Se os racionais
estão aprisionados, todos estão, até ELI, ainda que a si mesmo, ao seu existir,
ao seu haver, ao passo que o que não está preso é o não-há, o não-haver, o
não-estar, que naturalmente não tem consciência disso.
Vitória,
terça-feira, 02 de dezembro de 2003.
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