Duas Polícias
Observe que a
extensão do Modelo das Cavernas dos homens caçadores e das mulheres coletoras
nos diz pela lógica que mulheres colhendo em volta da caverna o fazem num ritmo
pausado, atentas à circularidade - quer dizer, à reposição estacional das
frutas, dos rios -, àquilo que denominei Ecologia Cíclica ou feminina, por
oposição/complementação à Ecologia Linear masculina: homens caçadores não têm
muitos motivos para preservar os ambientes, dado que raramente voltarão aos
mesmos, variando os territórios de caça com grande frequência.
Como os homens
seguiriam pistas? Seguramente na velocidade das caças, que se movem com certa
rapidez, ao passo que as mulheres irão adiante com mais atenção ao detalhe,
pois árvores não mudam de lugar com constância. Os movimentos e a variabilidade
dos movimentos das caças deixam pistas, marcas nos objetos, que devem ser
olhados e integrados com grande rapidez, motivo porque podemos pensar que isso
exige integração ligeira, a do instinto – deve-se "bater o olhar" e
já saber, não dá para chegar de perto e ficar analisando meia hora, pois nesse
ínterim a caça já pode ter corrido 15 quilômetros. A integração dos dados deve
ser instantânea, motivo pelo qual os homens devem ter raciocínio rápido,
produzindo resultados logo, ao passo que as mulheres irão bem mais devagar,
racionalmente explorando os pormenores, as minúcias – a razão, ao contrário do
que se poderia pensar, deve estar do lado das mulheres e é também o que diz a
Rede Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade
Signalíticas), pois razão = MULHER = MELHOR = MAIS = MENOR = MENINA = MOÇA
= RAPAZ, etc. A razão diz respeito a relações de pares de objetos, à dialética
(dedutiva, no maior para o menor), e deve ser nisso que as mulheres são boas;
do outro lado os homens devem ser bons em lógica, que é indutiva, do menor para
o maior, produzindo ousados saltos.
São duas capacidades
diferentes e ambas devem ser aproveitadas, devendo-se ter sempre uma dupla
homulher, homem/mulher. Como são quatro os sexos (machos, fêmeas, pseudomachos
e pseudofêmeas) o problema pode ser juntar as criaturas erradas. Pois nos
homens, pela forma, temos machos e pseudomachos (exterior ou formalmente
homens, mas conceitualmente ou no interior fêmeas), e nas mulheres fêmeas e
pseudofêmeas (idem mulheres, idem ibidem machos). Assim, devem ser juntados uma
fêmea (A) e um macho (B), uma fêmea (A) e uma pseudofêmea (A-,
porque o cérebro desta vai funcionar como o de macho), um macho (B) e um
pseudomacho (B-, o cérebro vai funcionar como o de fêmea) – a outra
possibilidade seria BA, que é a mesma AB.
Assim, quando
formalmente estiverem juntas duas formas femininas saberemos que uma dela é
pseudofêmea e quando estiverem juntas duas formas masculinas do mesmo modo
entenderemos que um é pseudomacho. Será um mundo mudado, sobre o qual temos
muito a aprender ainda.
Se não forem
construídas essas duplas não teremos a melhor visão pareada de conjunto do
espaçotempo estático, ou dele em fluxo, espaçotempo dinâmico, permanecendo fragilizada
a MECÂNICA DE INVESTIGAÇÃO POLICIAL. Contudo, deverão ser preparados
professores que treinem as primeiras duplas, até que o processo esteja
disseminado e bem estabelecido em toda parte. Longos anos passarão até que se
esteja firme na criação das mais perfeitas e afinadas duplas e que os erros de
avaliação sejam sanados.
Vitória,
terça-feira, 16 de dezembro de 2003.
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