segunda-feira, 17 de abril de 2017


Duas Polícias


                            Observe que a extensão do Modelo das Cavernas dos homens caçadores e das mulheres coletoras nos diz pela lógica que mulheres colhendo em volta da caverna o fazem num ritmo pausado, atentas à circularidade - quer dizer, à reposição estacional das frutas, dos rios -, àquilo que denominei Ecologia Cíclica ou feminina, por oposição/complementação à Ecologia Linear masculina: homens caçadores não têm muitos motivos para preservar os ambientes, dado que raramente voltarão aos mesmos, variando os territórios de caça com grande frequência.

                            Como os homens seguiriam pistas? Seguramente na velocidade das caças, que se movem com certa rapidez, ao passo que as mulheres irão adiante com mais atenção ao detalhe, pois árvores não mudam de lugar com constância. Os movimentos e a variabilidade dos movimentos das caças deixam pistas, marcas nos objetos, que devem ser olhados e integrados com grande rapidez, motivo porque podemos pensar que isso exige integração ligeira, a do instinto – deve-se "bater o olhar" e já saber, não dá para chegar de perto e ficar analisando meia hora, pois nesse ínterim a caça já pode ter corrido 15 quilômetros. A integração dos dados deve ser instantânea, motivo pelo qual os homens devem ter raciocínio rápido, produzindo resultados logo, ao passo que as mulheres irão bem mais devagar, racionalmente explorando os pormenores, as minúcias – a razão, ao contrário do que se poderia pensar, deve estar do lado das mulheres e é também o que diz a Rede Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade Signalíticas), pois razão = MULHER = MELHOR = MAIS = MENOR = MENINA = MOÇA = RAPAZ, etc. A razão diz respeito a relações de pares de objetos, à dialética (dedutiva, no maior para o menor), e deve ser nisso que as mulheres são boas; do outro lado os homens devem ser bons em lógica, que é indutiva, do menor para o maior, produzindo ousados saltos.

                            São duas capacidades diferentes e ambas devem ser aproveitadas, devendo-se ter sempre uma dupla homulher, homem/mulher. Como são quatro os sexos (machos, fêmeas, pseudomachos e pseudofêmeas) o problema pode ser juntar as criaturas erradas. Pois nos homens, pela forma, temos machos e pseudomachos (exterior ou formalmente homens, mas conceitualmente ou no interior fêmeas), e nas mulheres fêmeas e pseudofêmeas (idem mulheres, idem ibidem machos). Assim, devem ser juntados uma fêmea (A) e um macho (B), uma fêmea (A) e uma pseudofêmea (A-, porque o cérebro desta vai funcionar como o de macho), um macho (B) e um pseudomacho (B-, o cérebro vai funcionar como o de fêmea) – a outra possibilidade seria BA, que é a mesma AB.

                            Assim, quando formalmente estiverem juntas duas formas femininas saberemos que uma dela é pseudofêmea e quando estiverem juntas duas formas masculinas do mesmo modo entenderemos que um é pseudomacho. Será um mundo mudado, sobre o qual temos muito a aprender ainda.

                            Se não forem construídas essas duplas não teremos a melhor visão pareada de conjunto do espaçotempo estático, ou dele em fluxo, espaçotempo dinâmico, permanecendo fragilizada a MECÂNICA DE INVESTIGAÇÃO POLICIAL. Contudo, deverão ser preparados professores que treinem as primeiras duplas, até que o processo esteja disseminado e bem estabelecido em toda parte. Longos anos passarão até que se esteja firme na criação das mais perfeitas e afinadas duplas e que os erros de avaliação sejam sanados.

                            Vitória, terça-feira, 16 de dezembro de 2003.

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