Dia da Casa
Na casa há que
anotar as necessidades de compras nas farmácias, nos supermercados e nas
feiras-livres; os recados de telefone; as vacinações de gente e de animais; os
cuidados com as plantas; as combinações com os amigos; recados cruzados de pais
e mães a filhos e filhas; e mais uma infinidade de coisas do dia-a-dia. É
preciso um saco onde guardar as notas fiscais e tiquetes e de outro para contas
a vencer – eles podem ficar um na frente e outro atrás, com cores diferentes
para ficar bem marcado.
Uma prancheta - com
furo para pendurar em prego fincado na parede – em que se possa escrever na
horizontal, com uma caneta acoplada, o bloco de papel sendo destacável por
picote em três ou quatro partes para cada folha, de modo que tais seções possam
ser guardadas numa sacola ou perfuradas de jeito que sejam colocadas numa pasta
estreita, para memória da casa. Algumas coisas se quererão ver depois, outras
servirão de embasamento para cobranças judiciais, outras de alerta e assim por
diante. Em todo caso o DIA DA CASA, como se chamará essa agenda, terá grande
utilidade geral, acostumando toda a família, inclusive empregados, a escrever
no mesmo lugar. Com o tempo as pessoas adquirirão disciplina perfeita,
facilitando enormemente a administração do lar. Todos consultarão diariamente
as anotações, para saber se há qualquer recado para si – o que deverá acontecer
mesmo em tempos de notebook ou principalmente nessa época de facilidades
eletrônicas (que, todavia, dependem de certo apuro, de maneira a aprender os
modos eletrônicos).
Essa coisa pode
adquirir em cada país as feições locais. Com o tempo aprenderemos a colocar em
cada lugar curiosidades dali, na medida em que a indústria associada vá
crescendo. Registrável. Depois contratar desenhistas para fazê-la cada vez
melhor e mais apresentável, seguindo as classes do TER: ABCDE (para ricos,
médios-altos, médios, médios-baixos ou pobres, miseráveis).
Vitória,
segunda-feira, 15 de dezembro de 2003.
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