Bebed’Ouro
Essa mania de
limpeza, criada pela propaganda, pegou os ricos e os médios-altos de jeito em
razão da facilidade financeira e os médios imitadores pela vontade de
arremedar, de modo que todos querem água limpa e superlimpa para beber, o que
pode ser fonte de enriquecimento para alguém, espero que nós mesmos – vamos
registrar o texto no cartório de títulos e documentos Myrian Castello Miguel,
Praça Getúlio Vargas, 35, Ed. Jusmar, salas 911 e 912, Centro, Vitória, ES.
Seriam bebedouros
amarelo-ouro, de modo a imitar a cor do metal mais puro, 24 quilates ou mais,
aproveitando o nome. Deve-se garantir a qualidade da água, sua pureza, pois é
isso que se está vendendo. Como ficar difícil colocar gente, que custa tantos
reais mais 40 % de obrigações sociais, só para vender água, podemos colocar
bebedouros automáticos com copos plásticos nos aeroportos, nas rodoviárias,
dentro de bares, dentro de restaurantes, em ferroviárias, em aquaviários, onde
for, de modo que qualquer um possa se servir com fichas ou moedas de um real,
recebendo troco quando for o caso. O copo e a água só sairiam contra pagamento.
Aí, podem
proliferar, ser milhares e até milhões de bebedouros com um tanque subterrâneo,
potes trocáveis todos os dias, de modo que cheguem ao mundo inteiro, vindo de
fontes de águas minerais qualificadas, para as pessoas beberem quando estão
andando nos calçadões das praias, em centro de cidade, em muitos lugares. Como
devem ser dois ou três milhões de bairros e distritos em todo o mundo, pela
minha estimativa, se tivermos dez quadras em cada, quatro cantos por quadra, poderemos
colocar 80 a 120 milhões de bebedouros potenciais, sem falar nas praias, onde
podem estar de 10 em 10 ou de 20 em 20 metros. Como no Brasil são 8,5 mil
quilômetros de praias, em tese seriam (8,5.106/10 =) 850 mil a 425
mil (caso de 20 metros de distância), sem falar que no mundo são centenas de
milhares de quilômetros de praias. Claro, exagero, mas no limite milhões.
Melhor ainda se fabricarmos os bebedouros para vender a outros. Ou locar.
Vitória,
quinta-feira, 11 de dezembro de 2003.
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