A Geração dos Sapiens
Como já determinamos
no artigo deste Livro 55, Arcabouço
Pré-Sapiens, os pré-sapiens, os hominídeos estiveram aí por 10 milhões de
ano e criaram das PESSOAS os indivíduos, as famílias, os grupos ou clãs e a
empresas ou tribos, ao passo que os sapiens são responsáveis pela rede legal
AMBIENTAL dos municípios/cidades, estados, nações e mundo. Na base de 10
milhões para 50 mil anos a relação é de 200/1, o que quer dizer num sujeito de
dois metros de altura um centímetro ou na distância de 140 quilômetros de
Vitória a Linhares os últimos 700 metros. Num dia de 24 horas os últimos 72
minutos. É só para ajudar a raciocinar que coloco esses números.
Em apenas 50 mil
anos os sapiens consumiram o mundo inteiro. Se pensarmos que para raio de 6.372
km a Terra tem superfície de (4πr2) 510 milhões de km2,
dos quais 2/3 cobertos por água, restariam 170 milhões de km2 de
terras emersas das quais - retirando desertos de água e de gelo, mais as
florestas e o resto todo - suponho que fiquem 90 milhões de km2
ocupáveis realmente. Podemos ver que os sapiens ocuparam 1.800 km2
POR ANO durante 50 mil anos. Dado que na invenção da escrita em 3,5 mil antes
de Cristo a área realmente ocupada era pequena foi em 5,5 mil anos um ritmo
estonteante. Os sapiens geram numa velocidade extraordinária, como um vírus,
uma doença na pele da Mãe Terra. Claro, não se deve exagerar, não é uma doença
mesmo, é uma cura racional. De fato é um tempo muito pequeno e o ritmo de
expansão, pelo menos na Terra, não pode continuar sendo esse. Dado que DE
DENTRO vem essa pressão se não for criado um sucedâneo simbólico de tal
expansão os seres humanos adoecerão, porque fomos preparados para essa
capacidade de avançar.
Ou seja, estamos com
este problema: no passado os seres humanos foram construídos pela Natureza para
crescer numa velocidade alucinante, mas na atualidade há um bloqueio, uma
parede que foi levantada, pois não há para onde crescer mais. Não há mais PARA
FORA. Os limites, as divisas, as fronteiras foram atingidas incontornavelmente.
Não há mais para onde ir. Terminou, cessou. Mas o impulso ainda está presente,
ele foi posto na genética, está dentro – e não tem mais como vazar. Acumulará pressão
interior e se não for dada vazão a ela ou o impulso não for desconstruído pela
engenharia genética teremos graves doenças psicológicas. Eis um problema agudo,
que a menos de solução se tornará crônico logo.
Vitória,
quinta-feira, 18 de dezembro de 2003.
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