sábado, 15 de abril de 2017


A Geração dos Sapiens

 

                            Como já determinamos no artigo deste Livro 55, Arcabouço Pré-Sapiens, os pré-sapiens, os hominídeos estiveram aí por 10 milhões de ano e criaram das PESSOAS os indivíduos, as famílias, os grupos ou clãs e a empresas ou tribos, ao passo que os sapiens são responsáveis pela rede legal AMBIENTAL dos municípios/cidades, estados, nações e mundo. Na base de 10 milhões para 50 mil anos a relação é de 200/1, o que quer dizer num sujeito de dois metros de altura um centímetro ou na distância de 140 quilômetros de Vitória a Linhares os últimos 700 metros. Num dia de 24 horas os últimos 72 minutos. É só para ajudar a raciocinar que coloco esses números.

                            Em apenas 50 mil anos os sapiens consumiram o mundo inteiro. Se pensarmos que para raio de 6.372 km a Terra tem superfície de (4πr2) 510 milhões de km2, dos quais 2/3 cobertos por água, restariam 170 milhões de km2 de terras emersas das quais - retirando desertos de água e de gelo, mais as florestas e o resto todo - suponho que fiquem 90 milhões de km2 ocupáveis realmente. Podemos ver que os sapiens ocuparam 1.800 km2 POR ANO durante 50 mil anos. Dado que na invenção da escrita em 3,5 mil antes de Cristo a área realmente ocupada era pequena foi em 5,5 mil anos um ritmo estonteante. Os sapiens geram numa velocidade extraordinária, como um vírus, uma doença na pele da Mãe Terra. Claro, não se deve exagerar, não é uma doença mesmo, é uma cura racional. De fato é um tempo muito pequeno e o ritmo de expansão, pelo menos na Terra, não pode continuar sendo esse. Dado que DE DENTRO vem essa pressão se não for criado um sucedâneo simbólico de tal expansão os seres humanos adoecerão, porque fomos preparados para essa capacidade de avançar.

                            Ou seja, estamos com este problema: no passado os seres humanos foram construídos pela Natureza para crescer numa velocidade alucinante, mas na atualidade há um bloqueio, uma parede que foi levantada, pois não há para onde crescer mais. Não há mais PARA FORA. Os limites, as divisas, as fronteiras foram atingidas incontornavelmente. Não há mais para onde ir. Terminou, cessou. Mas o impulso ainda está presente, ele foi posto na genética, está dentro – e não tem mais como vazar. Acumulará pressão interior e se não for dada vazão a ela ou o impulso não for desconstruído pela engenharia genética teremos graves doenças psicológicas. Eis um problema agudo, que a menos de solução se tornará crônico logo.

                            Vitória, quinta-feira, 18 de dezembro de 2003.

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