segunda-feira, 17 de abril de 2017


O Terceiro Time do Stálin de Duas Caras

 

No presente a China anda empurrando a Coreia do Norte contra os EUA e vice-versa, isso é típico dos chineses; e depois empurrará a Rússia contra o Ocidente e vice-versa.

Essa era a política manhosa de Stálin, como nas vésperas da II Guerra Mundial, contra açulou a Alemanha contra a Grã-Bretanha e ficou esperando eles se estraçalharem para pegar os despojos. Como já falei, Hitler percebeu a trama e colocou um tenaz, os EUA apertando a URSS na Europa e cercando a URSS no Oriente (jogou as bombas em Hiroshima e Nagasaki não só para deter o Japão, mas principalmente para mostrar aos comunistas que não estava de brincadeira).

A China não era stalinista, continua sendo.

Stálin morreu em 1953, porém não a sua ideologia de duas caras. Agora a China é o terceiro time entre EUA-Europa e Rússia tanto no Ocidente quanto no Oriente, sem falar nos muçulmanos tolos (eles vão desaparecer durante o século 21) com aquilo de “nós vamos conquistar o Ocidente”.

MUÇUL-MANOS OFENSORES

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Os islamitas têm de ser desentocados e caçados no mundo inteiro, barrados e presos, extraditados (e não se deve deixar entrar estrangeiros de suas pátrias, onde proíbem a cristandade de se manifestar com dois pesos e duas medidas). Não são capazes de pensar e querem tomar o que é dos outros, como a Esquerda geral.

A China está usando tudo isto em todo o mundo.

Roubou as ideias do Ocidente, não pagou, pegou o Conhecimento geral (veja As Melhores Universidades da China, Chinatown, Os Avanços da China e textos correlatos) e agora se volta contra nós (a culpa é de Nixon e Kissinger).

Em resumo, a China é o terceiro time que joga dos dois primeiros um contra o outro, esperando alcançar a destruição de ambos. E vem seguindo a política duas-caras de Stálin.

Vitória, segunda-feira, 17 de abril de 2017.

GAVA.

 

ANEXO

Wikipédia.
Ruptura sino-soviética
Por ruptura sino-soviética designa-se a crise nas relações entre a República Popular da China e a União Soviética que começou em finais da década de 1950 e se intensificaria durante a década de 1960.[1]
Origens
As raízes do conflito entre os comunistas chineses e a União Soviética remontavam à época em que Mao Tse-tung tinha tomado o poder no Partido Comunista Chinês contra as preferências soviéticas. Até esse momento, o Partido Comunista Chinês esteve sob a tutela da União Soviética através do Komintern ou Terceira Internacional, a organização financiada por Moscou para promover o comunismo no mundo. Mao tinha marcado distâncias com o comunismo soviético, desenvolvendo uma ideologia comunista própria, baseada mais nos camponeses do que nos operários urbanos, contra a ortodoxia ideológica soviética. Na luta pelo poder que teve lugar durante a Grande Marcha, Mao Tse-tung converter-se-ia num líder indiscutível do partido, frente aos dirigentes de formação russa apoiados por Moscou, Bo Gu e Wang Ming. Apesar destas diferenças e da antipatia pessoal entre os dois líderes, Mao e Stalin, a vitória comunista na Guerra Civil Chinesa em 1949 tinha feito necessária a aliança entre os dois regimes por conveniência mútua. A República Popular da China, especialmente depois da Guerra da Coreia, não podia recorrer à ajuda do Ocidente, e a União Soviética era a referência internacional do movimento comunista que, sob Stalin, tinha conseguido converter-se numa das maiores superpotências do mundo. Por sua vez, a União Soviética, no seu papel de líder do movimento comunista, via a subida ao poder de um partido comunista, no país mais populoso do mundo, como um passo de suma importância na expansão do seu sistema político e da sua influência global.
Desenvolvimento do conflito
No entanto, as diferentes visões chinesa e soviética da colaboração entre ambos provocariam um conflito crescente. Enquanto que a União Soviética pretendia tratar a China como mais um dos seus satélites, ao estilo dos países da Europa Oriental, os dirigentes da República Popular desejavam um tratamento em condições de igualdade. Não em vão, um dos objetivos da luta comunista na China tinha sido libertar o país da submissão das potências estrangeiras (Japão e EUA).
A ajuda da União Soviética à China foi vista como mesquinha e interesseira por muitos dirigentes chineses, entre eles Mao, a quem Stalin já tinha tratado com desdém na sua primeira visita a Moscou em entre o final de 1949 e o início de 1950, que resultou na assinatura de um Tratado de Amizade, Aliança e Assistência Mútua, em 14 de fevereiro de 1950, que continha uma obrigação de assistência recíproca no caso de um conflito com uma terceira potência. Em troca desse tratado a China teve que reconhecer a independência da Mongólia, que já fora parte do Império Chinês, permitir o uso pelos soviéticos do Porto de Dalian e, até 1952, da base naval de Lüshunkou (Port Arthur), além de outras concessões na Manchúria e em Xinjiang[2] [3]. Se bem que o prestígio de Stalin tinha mantido as formas e a necessidade da colaboração com o único aliado natural com o qual podia contar um novo regime comunista, a subida ao poder de Nikita Khrushchov revelaria as profundas discrepâncias entre as duas partes. Além disso, o abandono da ortodoxia ideológica por parte de Khrushchov, que inclusive falava em conseguir uma "convivência pacífica" com o Ocidente capitalista, irritou Mao, para quem a luta contra o capitalismo, até à sua destruição, era um dogma ideológico irrenunciável.[4]
Em 1955, a China se recusou a fazer parte do Pacto de Varsóvia, que foi um pacto de defesa mútua que envolveu a União Soviética e países do Leste Europeu para se contrapor à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)[5].
Em 1957, foi realizada uma conferência de líderes de países socialistas em Moscou, na qual Nikita Khrushchov reafirmou a conclamação para que o bloco socialista lutasse por uma coexistência pacífica com o mundo capitalista. Tal conclamação foi rejeitada por Mao Tsé-Tung, que convocou os outros líderes a não ter medo de armas nucleares e a pegar em armas na luta contra o imperialismo:
Não devemos ter medo de bombas e mísseis atômicos. Não importa o tipo de guerra que possa vir - convencional ou termonuclear -, vamos vencer. Quanto a China, se os imperialistas deflagrarem a guerra contra nós, podemos perder mais de 300 milhões. E daí? Guerra é guerra. Os anos vão passar, e vamos trabalhar para produzir mais bebês do que nunca.
Em 1958, Khrushchov propôs a construção de uma estação rádio na China para permitir a comunicação com submarinos soviéticos, além do uso de portos da China pela Marinha Soviética. Em troca a URSS ajudaria a China a construir seus próprios submarinos. A proposta foi considerada um insulto por Mao, que declarou:
Tivemos britânicos e outros estrangeiros em nosso território por anos a fio e nunca mais vamos permitir que alguém use nossa terra para seus próprios fins outra vez.[6]
Assim, Mao Tsé-tung começava a ver a China como a nova referência real do comunismo no mundo, que deveria abandonar uma União Soviética que traía a causa ideológica. Precisamente este crescente confronto ideológico levaria a União Soviética a cancelar o seu intuito de ajudar a China no seu projeto nuclear. Após a Segunda Crise do Estreito de Taiwan, Khrushchov, temendo um confronto armado com os Estados Unidos da América devido à questão de Taiwan:
  1. suspendeu a cooperação nuclear com Pequim;
  2. em junho de 1959, revogou a promessa de fornecer tecnologia necessária para a construção de uma bomba atômica pela China;
  3. em 1960, ordenou a saída de todos os seus especialistas estabelecidos na China e cancelou os projetos de cooperação técnica[7].
Em 1962, a ruptura se aprofundou quando a União Soviética, com base no princípio da coexistência pacífica, adotou uma postura de neutralidade em relação à Guerra sino-indiana. Essa posição foi duramente criticada por um editorial publicado no jornal Diário Popular em dezembro de 1962, que observou que aquela seria a primeira vez que um Estado comunista se recusava a ficar ao lado de outro Estado comunista contra um país "burguês":
Para um comunista o mínimo que se exige é que ele faça uma clara distinção entre o inimigo e nós mesmos, que ele seja impiedoso com o inimigo e bondoso com seus próprios camaradas.
Além disso, o editorial pedia para que os aliados da China:
[...] examinassem sua consciência e se perguntassem o que acontecera com o marxismo-leninismo deles e o que acontecera com seu internacionalismo proletário.[8]
Também é digno de nota que a crise dos mísseis soviéticos em Cuba, ainda em 1962, deu oportunidade a Mao Tsé-Tung de atrair comunistas descontentes com a política de coexistência pacífica, acusada de revisionismo.
Em 1964, Mikhail Suslov, membro do Politburo e ideólogo do Partido Comunista da União Soviética, criticou abertamente a conduta chinesa durante o conflito sino-indiano:
É um fato que precisamente no auge da crise caribenha a República Popular da China estendeu o conflito armado para a fronteira sino-indiana. Não importa quanto os líderes chineses tenham tentado desde então justificar sua conduta na época, eles não podem fugir à responsabilidade pelo fato de que mediante suas ações eles na verdade ajudaram os círculos mais reacionários do imperialismo.[8]
Os dirigentes chineses consideravam que os interesses soviéticos não coincidiam em absoluto com os interesses chineses. A República Popular da China, num dos momentos mais difíceis da sua história, os anos de 1960, via-se ainda mais isolada internacionalmente ao não contar nem com o apoio do Ocidente nem com o do bloco soviético. Cuba abandonou logo a política de neutralidade ante o conflito sino-soviético. A Albânia, o pequeno país europeu que tinha abandonado também o modelo soviético, converter-se-ia no seu único aliado ideológico.

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