Conselho
da Vizinhança – CONVIZINHO
Há muitos problemas no mundo.
Otimizante que sou (não otimista,
superafirmação doutrinária do ótimo, a ideia de que nada pode dar errado,
quando vemos nitidamente que dá, todos os dias até), pugno pela busca de
soluções e não pelo acúmulo de problemas: que estes existem, existem mesmo.
Há muito mais recursos na coletividade do que
sabemos usar ou temos nos esforçado por perceber com calma e juízo.
Com toda segurança, conviver em sociedade não
é fácil, não é nada fácil, como podemos ver nítida e diariamente tanto com os
vizinhos de muro nas casas quanto com os vizinhos de parede nos prédios de
apartamento. No mundo 50/50 podemos perceber que tanto para os 50 % de
tranquilos quanto para os 50 % de intranquilos a notícia mais corriqueira é o
choque interpessoal (de indivíduos, de famílias, de grupos e de empresas), em
particular o choque interindividual.
Se fosse fácil, a varinha mágica teria
proporcionado a aproximação.
Contudo, a vantagem da soma zero 50/50 é que
ela anuncia que 50 % são do bem (e da iniciativa, não coincidindo, são motores
separados: então, ½ x ½ dá ¼, 25 % de iniciativas-do-bem). Isso nos diz que 25
% das famílias vão aderir (e há 1/40 ou 2,5 % que farão isso a qualquer
instante, por qualquer motivo, em qualquer lugar) com apenas um pequeno puxão.
Só é preciso organizar, ter um grupo condutor que não vá esmorecer, que vai
persistir em toda condição.
O CÍRCULO QUER DIZER
COLETIVO EMPENHADO, O QUADRADO OS LIMITES CONDICIONADOS DE ATUAÇÃO
A política (governamental) e a administração
(empresarial), a políticadministração governamental deve juntar a turma para
administrar mutirões, conhecimento das casas e prédios, anotação de
dificuldades, urgências, projeções de futuro, conhecimentos de passados,
participação (velhos, crianças, adultos trabalhadores, mulheres e homens).
Em resumo, RECONHECER O BAIRRO, a quadra, o
quintal – sem intromissões, sem abusos, com muito cuidado, com muito respeito.
Vitória, domingo, 16 de abril de 2017.
GAVA

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