As Idiotices dos
Grandes
George Lucas, que é
genial, e Stephen Spielberg, que é tão grande quanto, patrocinaram ou
produziram Powaqqatsi, A Vida em
Transformação, 2003, saudado como “visualmente espetacular”, mas que não
passa de uma porcaria, com cena interminável de um trem passando. De notável só
há o nome indígena, que significa um feiticeiro que consome a vida do ambiente.
No caso mostra todo gênero de destruição pela qual está passando a Terra, porém
numa desconexão imperdoável de tão tola.
Francis Ford
Coppola, que começou a carreira junto de George Lucas e é no resto grande
diretor ou cineasta fez Koyaanisqatsi,
Uma Vida Fora de Equilíbrio, também 2003, que é outra imundícia que só
consegui assistir saltando em velocidade 4x e 16x. O significado indígena é
“vida louca”.
Como é que os
grandes decaem assim?
Só pode ser por
condescendência, quando há tantos aplausos em volta a ponto de as pessoas não
pararem para pensar que GRANDE mesmo só Deus/Natureza, Ele/Ela, ELI = ABBA =
ALÁ. Em especial Steve Spielberg está produzindo tantas coisas, emprestando seu
nome a tantos filmes que se tornou escandaloso, como se bastasse ele fazer isso
para tornar tudo grande, do mesmo modo como na lenda em que tudo que se tocava
virava ouro.
Tenho curiosidade em
saber quando é que os grandes caem nesse aplauso íntimo a suas obras, isto é,
quando se desguarnecem do mínimo cuidado quanto à fama. Quando, em que altura
de suas vidas se descuidam? Seria preciso perseguir em todos os países as vidas,
em toda a geo-história dos tecnartistas, dos generais, dos presidentes, dos
empresários, dos pesquisadores, todos esses – os santos/sábios e os iluminados
nunca caem na armadilha. Se há uma coisa com a qual Deus se diverte é com essas
tolices e tropeços dos grandes. Há muito riso embutido nessas baboseiras do
autoengrandecimento. Precisamos de mais tolos como eles.
Vitória,
sexta-feira, 19 de dezembro de 2003.
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