sexta-feira, 14 de abril de 2017


Arqueologia da Língua

 

                        Como vimos em Transparências, Livro 24, Adão provavelmente montou um "gerador de átomos" no Japão, o país com um sol no meio da bandeira, q.v. Acontece que Giacoma Limentani, no seu livro O Midraxe (como os mestres judeus liam e viviam a Bíblia), São Paulo, Paulinas. 1998 (original italiano de 1996), p. 33, diz: "Como a palavra divina, a escrita divina é simultânea, global, eterna, e nela cada momento contém todos os momentos, trazendo em si toda possibilidade de desenvolvimento".

                        Senti isso na Rede Cognata (veja Livro 2, Rede e Grade Signalíticas) - que as traduções das palavras e frases não dizem respeito exclusivamente ao presente, mas ao passado, ao presente e ao futuro. Que uma frase pode referir-se a outro tempo, não se dando agoraqui. Por exemplo, quando se fala em "animal com chifre no meio da testa" podemos traduzir como PAÍS COM SOL NO MEIO DA BANDEIRA e será o Japão, mas só depois de 1945, quando, tendo perdido a II Guerra, foi obrigado a renunciar ao Sol raiado que significava expansionismo, para ter somente um Sol. Antes daquele ano as pessoas não teriam identificado prontamente o Japão e a mensagem estaria incompleta. Mas a frase, que podia ter aquela tradução, valia para todo o tempo: passado, presente e futuro do Japão. Estava, por assim dizer, esperando que a condição se desse, para ter significado.

                        Se fizermos todas as traduções possíveis de todas as frases elas devem em tese se realizar, pois para Deus ele saberia quando e onde; mas para nós muitas soarão implausíveis, até porque várias estarão acontecendo em outros planetas, em outros espaços, em outros tempos, em outros universos que não este. Então, é preciso minerar: fazer, sim, todas as traduções, mas procurar no presente onde se dá a condição.

                        Para o reator de fusão, o gerador de átomos, é sempre o Japão, depois de 1945 – é um ponto de partida. E quanto aos outros objetos, de que falamos no artigo deste Livro 54, Desenterrando Adão? Depois que Adão morreu, depois que seus descendentes morreram, seus artefatos mudaram de mãos, seguiram destinos autônomos que a Língua de Deus, simultânea, revelará, mas não os eventos como citados na Terra, como contados na geo-história. Nem as memórias contidas no edifício do reator de fusão darão qualquer dica, pois aqueles adiante são eventos posteriores. Lá, no reator só saberemos de eventos remotos anteriores, por exemplo, algo da Guerra de Adão, algo da expulsão, algo da vinda, etc., mas não de acontecimentos posteriores. Entrementes, na Língua sim. Procurando nela encontraremos, mas para isso precisamos fazer TODAS as traduções de todos as frases de todos os livros já produzidos (razão pela qual mesmo os mais bobos são preciosos – algumas conjugações só estarão neles).

 Mesmo revistas em quadrinhos, livros infantis, QUALQUER COISA é importante, porque nas traduções podemos achar uma pista. O trabalho será árduo e os arqueólogos vão gastar milhares de horas de computador para triar e encontrar na inutilidade relativa as coisas que apontam mesmo tudo que queremos achar na Terra e NESTE PRESENTE. Fazendo isso acharemos todas as pistas, colocando as traduções em colagem com o real, tal como este se manifestou na Terra. Apenas lendo as traduções, uma ou outra pessoa se lembrará de tal ou qual imagem ou figura; com isso frases e figuras se acoplarão, indicando por onde começar as buscas, que objetos podemos esperar encontrar lá, etc.

Vitória, sexta-feira, 12 de dezembro de 2003.

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