Arqueologia da Língua
Como vimos em Transparências, Livro 24, Adão
provavelmente montou um "gerador de átomos" no Japão, o país com um
sol no meio da bandeira, q.v. Acontece que Giacoma Limentani, no seu livro O Midraxe (como os mestres judeus liam e viviam
a Bíblia), São Paulo, Paulinas. 1998 (original italiano de 1996), p. 33, diz:
"Como a palavra divina, a escrita divina é simultânea, global, eterna, e
nela cada momento contém todos os momentos, trazendo em si toda possibilidade
de desenvolvimento".
Senti
isso na Rede Cognata (veja Livro 2, Rede
e Grade Signalíticas) - que as traduções das palavras e frases não dizem
respeito exclusivamente ao presente, mas ao passado, ao presente e ao futuro.
Que uma frase pode referir-se a outro tempo, não se dando agoraqui. Por
exemplo, quando se fala em "animal com chifre no meio da testa"
podemos traduzir como PAÍS COM SOL NO MEIO DA BANDEIRA e será o Japão, mas só
depois de 1945, quando, tendo perdido a II Guerra, foi obrigado a renunciar ao
Sol raiado que significava expansionismo, para ter somente um Sol. Antes
daquele ano as pessoas não teriam identificado prontamente o Japão e a mensagem
estaria incompleta. Mas a frase, que podia ter aquela tradução, valia para todo
o tempo: passado, presente e futuro do Japão. Estava, por assim dizer, esperando
que a condição se desse, para ter significado.
Se fizermos todas as
traduções possíveis de todas as frases elas devem em tese se realizar, pois
para Deus ele saberia quando e onde; mas para nós muitas soarão implausíveis,
até porque várias estarão acontecendo em outros planetas, em outros espaços, em
outros tempos, em outros universos que não este. Então, é preciso minerar:
fazer, sim, todas as traduções, mas procurar no presente onde se dá a condição.
Para o reator de fusão,
o gerador de átomos, é sempre o Japão, depois de 1945 – é um ponto de partida.
E quanto aos outros objetos, de que falamos no artigo deste Livro 54, Desenterrando Adão? Depois que Adão
morreu, depois que seus descendentes morreram, seus artefatos mudaram de mãos,
seguiram destinos autônomos que a Língua de Deus, simultânea, revelará, mas não
os eventos como citados na Terra, como contados na geo-história. Nem as
memórias contidas no edifício do reator de fusão darão qualquer dica, pois aqueles
adiante são eventos posteriores. Lá, no reator só saberemos de eventos remotos
anteriores, por exemplo, algo da Guerra de Adão, algo da expulsão, algo da
vinda, etc., mas não de acontecimentos posteriores. Entrementes, na Língua sim.
Procurando nela encontraremos, mas para isso precisamos fazer TODAS as
traduções de todos as frases de todos os livros já produzidos (razão pela qual
mesmo os mais bobos são preciosos – algumas conjugações só estarão neles).
Mesmo revistas em quadrinhos, livros infantis,
QUALQUER COISA é importante, porque nas traduções podemos achar uma pista. O
trabalho será árduo e os arqueólogos vão gastar milhares de horas de computador
para triar e encontrar na inutilidade relativa as coisas que apontam mesmo tudo
que queremos achar na Terra e NESTE PRESENTE. Fazendo isso acharemos todas as
pistas, colocando as traduções em colagem com o real, tal como este se
manifestou na Terra. Apenas lendo as traduções, uma ou outra pessoa se lembrará
de tal ou qual imagem ou figura; com isso frases e figuras se acoplarão,
indicando por onde começar as buscas, que objetos podemos esperar encontrar lá,
etc.
Vitória, sexta-feira, 12 de dezembro
de 2003.
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