terça-feira, 18 de abril de 2017


Pedagogia do Futuro

 

                            Já vimos que o futuro é de quem sabe proporcionar soluções superiores, suplantando os problemas. O primeiro mundo é primeiro porque apresenta primeiras-soluções. O quinto mundo só proporciona quintas-soluções, que já ficaram para trás do presente quatro gerações.

                            O que conduz ao futuro? Essa pergunta postula uma Escola do Futuro com uma pedagogia ou proposta de transferência de conhecimento que diz respeito a volume/tempo, idealmente altura, largura e profundidade do Conhecimento (mágico/artístico, teológico/religioso, filosófico/ideológico, científico/técnico e matemático) por unidade de tempo, ou seja, VAZÃO DO CONHECIMENTO desde a fonte ou emissor até o receptáculo ou receptor, que deve ser ativo, não-passivo.

                            É claro que em alguma dimensão racional os seres humanos estão estudando e resolvendo problemas, ainda que tudo seja ainda tão emocional ou instintivo, mas estaremos falando agoraqui de aprofundamento, DE IDENTIFICAR POSITIVAMENTE os melhores elementos ou modelos que conduzem ao futuro. Ou seja, como podemos AUMENTAR O RENDIMENTO da futuralização? Como podemos futuralizar mais e melhor? Como certos conjuntos AMBIENTAIS (mundo, nações, estados, municípios/cidades) e PESSOAIS (empresas, grupos, famílias e indivíduos) podem suplantar ou exceder ou extrapolar os demais, amealhando mais e melhor futuro?

                            Vendo o futuro como um alvo, com sucessivas circunferências de centro comum, o rumo do centro significará sempre rendimento maior, maior racionalidade, extração maior das mesmas potências materenergéticas. Se o futuro significa sempre solução de problemas, mesmo a de quintos-problemas atrasados, o melhor futuro será obtido pela solução dos problemas mais intrincados, mais difíceis, mais intensos, o que dependerá de o conjunto se candidatar a eles – enfim, de ir ao seu encontro, de procurá-los, o que não quer dizer inventá-los, dado que já existem problemas suficientes sem caçamos chifres em cabeças de cavalos.

                            Contudo, querendo crescer para todo o povelite ir cada vez mais alto na construção da metaprogramáquina teremos chances de estar de frente para grandes problemas. É porisso que elites que fazem opção por seus povos se colocam na frente, porque os problemas crescem e com eles o número de soluções, daí o tamanho do futuro.

                            Vitória, segunda-feira, 15 de dezembro de 2003.

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