terça-feira, 18 de abril de 2017


O Conhecimento na Sócioeconomia Cíclica

 

                            Uma vez que deverá ser recomposto o par polar oposto-complementar também para o Conhecimento (Magia/Arte, Teologia/Religião, Filosofia/Ideologia, Ciência/Técnica e Matemática) geral, saindo-se da atual situação unilateral LINEAR masculina para a LINEAR/CIRCULAR da paridade homulher ou homem/mulher, participando então as mulheres com 50 % da soma 50/50, como é que faremos essa transição?

                            O fato é que por milhares de anos, especialmente desde a invenção da escrita lá por 3,5 mil antes de Cristo o mundo tornou-se crescentemente superdominado pelo modo masculino de ver e perceber o universo – caminhando-se para crescente domínio dos ambientes pelos homens e nosso modo de operar, que é destrutivo, consumidor até a raiz, como o dos cabritos. Desde quando os judeus venceram os gregos e através da religião cristã dominaram o horizonte ou planeta humano o modo linear judaico-cristão sobrepôs-se à ultima fonte de discussão, o modo grego circular ou cíclico, que era o da derradeira presença feminina. Desde então não há sequer resquício da visão cíclica feminina, como já mostramos.

                            Ora, para haver CONHECIMENTO EQUILIBRADO 50/50 num mundo onde já não faz sentido não termos temperança que detenha o modo destrutivo de avançar, deve existir aquela já mencionada PEDAGOGIA CIRCULAR que nos traga o conhecimento feminino recorrente ou cíclico.

                            RECOMPONDO O CONHECIMENTO COM O OUTRO LADO

·        Magia/Arte rotunda (em vez dessa única ofensiva e pontuda de agora; a que quero juntar o que denominei de Anticubo);

·        Teologia/Religião cíclica (para temperar a judaico-cristã dominante, sem afastá-la nem muito menos suprimi-la – seria grave erro);

·        Filosofia/Ideologia periódica (que leve em conta as ondas ou ondulações);

·        Ciência/Técnica recorrente (que veja o mundo como circunlinhas ou ondas ou campartículas);

·        Matemática circular (é a geometria, que vem despontando de novo mais recentemente com o caos e os fractais, estando desaparecida desde Euclides – Alexandria, Egito, por volta de 300 antes de Cristo) ou espacial, por oposição/complementação da matemática temporal, linear ou equacional dos Ocidente cristão.

Como fazer isso, se nós não sabemos nada ainda do Conhecimento não-linear? A resposta está dada já pela superdominância, superexposição ou superabundância do Conhecimento linear, esse que está presente agoraqui. É só fazer o oposto do que está sendo ortodoxamente feito hojaqui.

Por outro lado, quem financiará?

O modelo diz que temos uma distribuição (2,5 + 47,5 + 47,5 + 2,5 = 100) percentual característica, SEMPRE havendo 2,5 % ou 1/40 de opositores, neste mundo de 6,3 bilhões de indivíduos uns 150 milhões. Encontraremos OPOSITORES PESSOAIS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) e OPOSITORES AMBIENTAIS (municípios/cidades, estados, nações e fração do mundo). Sempre há GENTE DO CONTRA, que se contrapõe, que objeta, que contrasta com a posição dominante. Como há estimativa de centenas de milhões de empresas espalhadas por todo o mundo podemos contar que 2,5 % delas financiarão o novo modo de ser e pensar em toda parte. Basta anunciar e o dinheiro aparecerá. Depois outros irão aderir. Começará pequeno, como deve ser, e prosperará rapidamente, PORQUE de cara há 50 % esperando e porque o pensamento e as emoções cíclicas foram suprimidas há milênios – há uma falta dentro da espécie humana que precisa ser suprida o quanto antes, visando o reequilíbrio.

Vitória, quarta-feira, 17 de dezembro de 2003.

Nenhum comentário:

Postar um comentário