Destemor Admirado
Olhando
objetivamente, através da lente do Modelo da Caverna, tal como até aqui
apresentado, podemos ver que a ampliação dos CÍRCULOS DE PERMISSÃO (veja artigo
com esse nome neste Livro 50) das mulheres em volta das cavernas depende da
audácia dos homens, tanto no sentido de conseguir proteínas quanto no de dilatar
a tribo e sua presença no mundo, que é o objetivo primário (ampliação das
PESSOAS: dos indivíduos, das famílias, dos grupos e das empresas; ampliação dos
AMBIENTES: dos municípios/cidades, dos estados, das nações e dos mundos) de
todos os seres, sejam eles fungos, plantas, animais ou antropóides.
Veja que os primatas
surgiram há 80 milhões de anos, no fim do cretáceo; os pongídeos (macacos
antropóides) há 25 milhões, no mioceno; os ancestrais do ser humano há 5,3
milhões de anos; o homem sábio entre 100 e 35 mil anos atrás, mais aceito 50
mil anos. Do começo da Vida há 3,8 bilhões de anos até 80 milhões o que se
acumulou foi apenas os primatas. De 80 a 25 milhões, em 55 milhões de anos
deu-se o salto para os antropóides; em mais 20 milhões já temos os ancestrais
da humanidade; em mais cinco milhões os humanos iniciais foram produzidos.
E em apenas 100 mil
ou 50 mil ou 35 mil tudo isso que vemos. Na realidade nos últimos 10 mil anos
de história e em especial nos 5,5 mil de escrita. Os sapiens prosperaram feito um vírus, feito uma enxurrada que tomou o
planeta com uma intensidade nunca vista. Se a Vida geral e em particular a
Vida racional QUER PROSPERAR, e esse é o desejo obsessivo das mulheres, e as
mulheres estão paralisadas pelas sucessivas gravidezes, pela carga imensa de
parir a cada 12 meses, no limite a cada nove meses, ENTÃO alguém deve fazer o
serviço de expansão. Se não podiam ser as mulheres, quem seria? Os homens, é
claro. Se segue que as mulheres fabricavam uma enxurrada de homens para a
expansão. Nessas condições meninas não seriam mesmo bem-vindas, porque
atrapalham a expansão, que é o verdadeiro motivo da existência, do real que as
mulheres fabricam. Se considerarmos assim, os homens são meros instrumentos de
expansão da numeralidade feminina, que vai crescendo para pôr cada vez mais
ovos racionais na Terra.
Desse modo, o
destemor de avançar a qualquer custo (mas
não a bazófia, que é perigosa; a jactância, afirmar poder o que não se pode,
deve ser odiosa às mulheres porque promete falso futuro, futuro que não se
realiza, que não se torna real – contudo, pode ser que elas descubram as
mentiras tarde demais; quando o fazem ficam furiosas) é o valor central nas
vidas femininas. Quanto mais os homens avançam, sofrem sem cair, recebem
cicatrizes de batalha, voltam com presas, podem expor cativos, mais as mulheres
vibram intensamente. No limite, o orgasmo, só de ver a valentia masculina, mas
só quando ela expande as fronteiras ou limites femininos – a valentia dos
homens solteiros, que fazem só para si, não é bem-vinda. E nada mais terrível
para uma mulher que homem que se feminiliza, que afrouxa, que mostra fraqueza,
que expõe suas debilidades, que vive do passado, que não explode como uma
pipoca, que se retrai, que perde, que é dominado, que é subtraído, que é
enganado feito bobo. Toda prova que elas querem é de bravura, de destemor, de
intrepidez, de valentia – até sendo tolerada a violência contra a mulher, como
parte da educação do homem para a conquista das outras pessoas e dos ambientes.
Por conseguinte, as mulheres sentem prazer na guerra, no morticínio (alheio),
na destruição que traz lucros para a empresa, o clã (tribo, grupo, conjunto de
famílias), a família e cada uma delas, isoladamente. Assim sendo, tudo que
signifique entesouramento PARA A MULHER, que signifique prosperidade dela e de
seus filhos, dá-lhe prazer. Porisso os homens que querem enganar as mulheres
para roubar-lhes os favores sexuais devem simbolizar essa ampliação.
Vitória,
segunda-feira, 17 de novembro de 2003.
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