quarta-feira, 5 de abril de 2017


Destemor Admirado

 

                            Olhando objetivamente, através da lente do Modelo da Caverna, tal como até aqui apresentado, podemos ver que a ampliação dos CÍRCULOS DE PERMISSÃO (veja artigo com esse nome neste Livro 50) das mulheres em volta das cavernas depende da audácia dos homens, tanto no sentido de conseguir proteínas quanto no de dilatar a tribo e sua presença no mundo, que é o objetivo primário (ampliação das PESSOAS: dos indivíduos, das famílias, dos grupos e das empresas; ampliação dos AMBIENTES: dos municípios/cidades, dos estados, das nações e dos mundos) de todos os seres, sejam eles fungos, plantas, animais ou antropóides.

                            Veja que os primatas surgiram há 80 milhões de anos, no fim do cretáceo; os pongídeos (macacos antropóides) há 25 milhões, no mioceno; os ancestrais do ser humano há 5,3 milhões de anos; o homem sábio entre 100 e 35 mil anos atrás, mais aceito 50 mil anos. Do começo da Vida há 3,8 bilhões de anos até 80 milhões o que se acumulou foi apenas os primatas. De 80 a 25 milhões, em 55 milhões de anos deu-se o salto para os antropóides; em mais 20 milhões já temos os ancestrais da humanidade; em mais cinco milhões os humanos iniciais foram produzidos.

                            E em apenas 100 mil ou 50 mil ou 35 mil tudo isso que vemos. Na realidade nos últimos 10 mil anos de história e em especial nos 5,5 mil de escrita. Os sapiens prosperaram feito um vírus, feito uma enxurrada que tomou o planeta com uma intensidade nunca vista. Se a Vida geral e em particular a Vida racional QUER PROSPERAR, e esse é o desejo obsessivo das mulheres, e as mulheres estão paralisadas pelas sucessivas gravidezes, pela carga imensa de parir a cada 12 meses, no limite a cada nove meses, ENTÃO alguém deve fazer o serviço de expansão. Se não podiam ser as mulheres, quem seria? Os homens, é claro. Se segue que as mulheres fabricavam uma enxurrada de homens para a expansão. Nessas condições meninas não seriam mesmo bem-vindas, porque atrapalham a expansão, que é o verdadeiro motivo da existência, do real que as mulheres fabricam. Se considerarmos assim, os homens são meros instrumentos de expansão da numeralidade feminina, que vai crescendo para pôr cada vez mais ovos racionais na Terra.

                            Desse modo, o destemor de avançar a qualquer custo (mas não a bazófia, que é perigosa; a jactância, afirmar poder o que não se pode, deve ser odiosa às mulheres porque promete falso futuro, futuro que não se realiza, que não se torna real – contudo, pode ser que elas descubram as mentiras tarde demais; quando o fazem ficam furiosas) é o valor central nas vidas femininas. Quanto mais os homens avançam, sofrem sem cair, recebem cicatrizes de batalha, voltam com presas, podem expor cativos, mais as mulheres vibram intensamente. No limite, o orgasmo, só de ver a valentia masculina, mas só quando ela expande as fronteiras ou limites femininos – a valentia dos homens solteiros, que fazem só para si, não é bem-vinda. E nada mais terrível para uma mulher que homem que se feminiliza, que afrouxa, que mostra fraqueza, que expõe suas debilidades, que vive do passado, que não explode como uma pipoca, que se retrai, que perde, que é dominado, que é subtraído, que é enganado feito bobo. Toda prova que elas querem é de bravura, de destemor, de intrepidez, de valentia – até sendo tolerada a violência contra a mulher, como parte da educação do homem para a conquista das outras pessoas e dos ambientes. Por conseguinte, as mulheres sentem prazer na guerra, no morticínio (alheio), na destruição que traz lucros para a empresa, o clã (tribo, grupo, conjunto de famílias), a família e cada uma delas, isoladamente. Assim sendo, tudo que signifique entesouramento PARA A MULHER, que signifique prosperidade dela e de seus filhos, dá-lhe prazer. Porisso os homens que querem enganar as mulheres para roubar-lhes os favores sexuais devem simbolizar essa ampliação.

                            Vitória, segunda-feira, 17 de novembro de 2003.

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