sábado, 22 de outubro de 2016


Serial Killer

 

Assassino serial, em inglês.

Gente que mata vários ao longo do tempo, vemos nos filmes, inventaram nome nos Estados Unidos para enquadrar os idiotas que gostam de “se aparecer”, como diziam em Linhares na minha infância.

Daí, fiquei pensando.

Comecei a lembrar dos livros que li.

Fiquei pensando e vi que nos livros morre muita gente.

Claro, você diria, não é gente de verdade, são pessoas fictícias, indivíduos que não existem materialmente, físico-quimicamente ou no plano biológico-p.2 ou psicológico-p.3, é gente de papel.

Bom, aí tenho de discordar.

VAMOS COLOCAR DETIDAMENTE OS NÍVEIS DE REALIDADE

1.        A tinta é real, preto no branco, quer dizer, tinta preta (ou de que cor seja, com essas facilidades de computador) sobre papel branco;

2.       As frases são reais em dois sentidos:

2.1.              Naquele de serem composições (a realidade de compor);

2.2.             No outro, de terem significado;

3.      Os significados, no conjunto, criam nas mentes das pessoas os cenários pretendidos ou outros próximos, porisso podem duas pessoas falar do mesmo livro de fantasia ou de fantasia FC (ficção dita científica) ou fantasia romanceada, etc.; podem ser feitos filmes, quadros (se não fossem reais, como poderiam sofrer transformações?);

4.      Esse conjunto de razões-emoções fazem as pessoas agir e reagir (por exemplo, lembre-se dos trekkies, as pessoas que se fantasiam de personagens de Star Trek).

5.      Essas emoções-razões, manipuladas pelas pessoas, levam a modificações no tecido psicológico geral, em particular no socioeconômico.

Enfim, é real. EM MUITOS NÍVEIS.

Essas criaturas fictícias-reais são mortas e são mortas em grande número, por sinal número grande demais, várias dezenas, centenas, milhares e até milhões de pessoas mortas pelos autores.

Por vezes há torturas, há perseguições, há sequestros, há violações, pedofilia, exposição de sentimentos vis, destruição de lares, divórcios (que Jesus proibiu), crianças e mulheres maltratadas, assassinatos aos montes, violação de fronteiras de países, todo tipo de porcaria.

E a convenção de Genebra?

E os direitos humanos?

E a preservação das crianças?

Comecei a pensar tudo isso e fui ler os livros de novo, fiquei estarrecido com o que tinha aceito daqui para ali sem a maior cerimônia, segundo meu modo antigo de ver. Quantas violações! Quantos desatinos! Quantas mortes, meu Deus! Fiquei assombrado. Fiz levantamentos, enquadrei.

Vem daí este livro que estou publicando.

Serra, terça-feira, 23 de dezembro de 2014.

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