Os
Países Baixos
De maneira nenhuma estou falando da
Holanda, admirável país que conquistou ao mar tanto de seu território, um
grande esforço de sobrevivência que mostra aptidão perante todo o tempo e todo
espaço do passado, do presente e do futuro.
Não, do que estou falando é das
bastardolândias, as terras dos bastardos, dos filhos da mãe, tanto povo quanto
elites, falo mais é destas, que tomam os poucos recursos e os investem em si
mesmas, em seus filhos e filhas, em seus esposos, seus pais e mães, seus amigos
e tudo que é seu, tirando à coletividade os minguados recursos que serviriam ao
desenvolvimento nacional.
Bastardos, bastardos sim, sem dúvida
nenhuma.
ADMIRÁVEL
HOLANDA
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Eles cultivam flores no fundo do mar
(ex-mar).
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Para tirar a água usaram inúmeros
moinhos antigos e novos...
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...tirando ao oceano o que é agora
terra de cultivo.
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Em azul as partes que ficam abaixo
do nível do mar.
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A área de lá é de 41.528 km2,
90 % dos 46.095 km2 do ES, mas a população é (em milhares, em 2014)
de 16.820, enquanto a do estado brasileiro é de 3.885, apenas 23 % daquele
montante, que dizer, menos de ¼, tendo a nação PIB muito maior, próximo de US$
800 bilhões, enquanto a do estado (mesmo corrigido da Internet para 120 bilhões
de reais, o que não é pouco) é, com o dólar a 2,70, uns US$ 44 bilhões, pouco
mais de 1/20. De fato, se for colocar o PIB invisível capixaba teríamos de
multiplicar por 2,5 para US$ 100 bilhões, 1/8 (porque não imaginamos os
holandeses sonegando).
Tudo isso o meu amigo, um camaradinha aí,
fez questão de explicar. Sou meio aéreo, fico ali, minha cabeça tá costurando
ideias lá por dentro, não custa nada escutar.
A ideia dele era listar todos os
países bastardos que não dão condições decentes de vida a seus povos, que não
oferecem sistemas de recuperação da saúde com atendimento a contento, que não
tem sistemas sanitários para quase ninguém, onde existem muitos atentados à
vida (e os especiais às crianças e mulheres) e assim por diante.
EU – mas rapaz, você vai incomodar
muita gente. Não pense que o governo brasileiro vai te defender, não é como o
americano, você vai ficar sozinho, pouca força eu tenho.
ELE – não posso mais calar!
EU – não se esqueça de que fatalmente
você vai ter de falar do Brasil, vai expor o país, as fontes de financiamento
vão minguar, o pessoal que se aproveita disso vai te buscar e encontrar. O que
posso fazer se a coisa apertar depois de publicado o livro (SE VOCÊ CONSEGUIR
PUBLICAR, tem essa) é te dar a chave do sítio, mas com certeza eles vão te
achar. Depois vai sobrar pra mim, não tem importância, vai vir pro meu lado. O
fato é que também estou aborrecido, você tem mérito, esse do enfrentamento, sem
falar nas pesquisas, etc.
ELE – não tem importância mesmo,
Henrique, você tá sendo bacana, aprecio muito isso, foi legal da sua parte, não
quero te envolver. Se apertar volto pra casa de papai e mamãe, eles estão
velhos, já disseram que não têm medo de nada.
Serra, sábado, 27 de dezembro de 2014.




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