sexta-feira, 21 de outubro de 2016


Os Países Baixos

 

De maneira nenhuma estou falando da Holanda, admirável país que conquistou ao mar tanto de seu território, um grande esforço de sobrevivência que mostra aptidão perante todo o tempo e todo espaço do passado, do presente e do futuro.

Não, do que estou falando é das bastardolândias, as terras dos bastardos, dos filhos da mãe, tanto povo quanto elites, falo mais é destas, que tomam os poucos recursos e os investem em si mesmas, em seus filhos e filhas, em seus esposos, seus pais e mães, seus amigos e tudo que é seu, tirando à coletividade os minguados recursos que serviriam ao desenvolvimento nacional.

Bastardos, bastardos sim, sem dúvida nenhuma.

ADMIRÁVEL HOLANDA

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Eles cultivam flores no fundo do mar (ex-mar).
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Para tirar a água usaram inúmeros moinhos antigos e novos...
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...tirando ao oceano o que é agora terra de cultivo.
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Em azul as partes que ficam abaixo do nível do mar.

A área de lá é de 41.528 km2, 90 % dos 46.095 km2 do ES, mas a população é (em milhares, em 2014) de 16.820, enquanto a do estado brasileiro é de 3.885, apenas 23 % daquele montante, que dizer, menos de ¼, tendo a nação PIB muito maior, próximo de US$ 800 bilhões, enquanto a do estado (mesmo corrigido da Internet para 120 bilhões de reais, o que não é pouco) é, com o dólar a 2,70, uns US$ 44 bilhões, pouco mais de 1/20. De fato, se for colocar o PIB invisível capixaba teríamos de multiplicar por 2,5 para US$ 100 bilhões, 1/8 (porque não imaginamos os holandeses sonegando).

Tudo isso o meu amigo, um camaradinha aí, fez questão de explicar. Sou meio aéreo, fico ali, minha cabeça tá costurando ideias lá por dentro, não custa nada escutar.

A ideia dele era listar todos os países bastardos que não dão condições decentes de vida a seus povos, que não oferecem sistemas de recuperação da saúde com atendimento a contento, que não tem sistemas sanitários para quase ninguém, onde existem muitos atentados à vida (e os especiais às crianças e mulheres) e assim por diante.

EU – mas rapaz, você vai incomodar muita gente. Não pense que o governo brasileiro vai te defender, não é como o americano, você vai ficar sozinho, pouca força eu tenho.

ELE – não posso mais calar!

EU – não se esqueça de que fatalmente você vai ter de falar do Brasil, vai expor o país, as fontes de financiamento vão minguar, o pessoal que se aproveita disso vai te buscar e encontrar. O que posso fazer se a coisa apertar depois de publicado o livro (SE VOCÊ CONSEGUIR PUBLICAR, tem essa) é te dar a chave do sítio, mas com certeza eles vão te achar. Depois vai sobrar pra mim, não tem importância, vai vir pro meu lado. O fato é que também estou aborrecido, você tem mérito, esse do enfrentamento, sem falar nas pesquisas, etc.

ELE – não tem importância mesmo, Henrique, você tá sendo bacana, aprecio muito isso, foi legal da sua parte, não quero te envolver. Se apertar volto pra casa de papai e mamãe, eles estão velhos, já disseram que não têm medo de nada.

Serra, sábado, 27 de dezembro de 2014.

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