sexta-feira, 21 de outubro de 2016


Os Seres Invisíveis

 

Já ouvi falar em francês, mas só vi um ou dois, dizem que são milhões, cruz credo, na Wiki diz 65 milhões. Americanos, também vi poucos, acho que de vez em quando um escapa das dimensões onde moram e vem pra terra, esta terrinha nossa, Brasil.

Brasileiros já vi mais, capixabas mais ainda. Diz que é, né? Eu tenho de acreditar. Falam com tanta convicção que tenho de acreditar. Eu acredito muitos nas pessoas, acho que tem poucos que acreditam tanto. Na realidade, nas coisas também. Quando eu era criança não sei se li (naquela época eu ainda não lia livros de filosofia) ou pensei por conta própria, entrei numa de achar que era só eu, os outros não existiam, depois descobri que é solipsismo, a superafirmação do só, é doença mental. Eu pensava quanto às coisas que, por exemplo, ao pisar numa placa, ali poderia estar somente a superfície que ia sendo posta na medida em que eu andava.

Quem garante?

E japonês, então? Só vejo descendente de japonês, japonês mesmo ... Pensando bem, da Olívia Palito vi a mãe primeiro e o pai depois, pelo menos dois de 120 milhões. Dizem ...

E russo? Vi uma professora de física na UFES. Sei lá, dizia que era.

A Clarice Lispector perguntava (com outras palavras): “o que não vejo todavia não existe?”. Contudo, a Clarice era tão esperta que só Deus poderia inventar, e se é inventada não existe, né?

Não dizem que Deus é todo-poderoso? Às vezes pode ser ele falando dele mesmo, colocando na boca de outros, tudo personagem da grande ficção que é o mundo. Pode ser que ele esteja inventando tudo isso para mim, para não me deixar só, para me alegrar (e, algumas vezes, me entristecer), ele é muito bom comigo. Quem me diz que “tudo aquilo lá fora” está lá mesmo? Pode ser somente coisa da minha mente. Não teve aquela série Arquivo X? Foi Deus me dando uma pala, “a verdade está lá fora”. E teve 13º Andar, Matrix, Gamer tudo aquilo, foi mensagem, sem dúvida nenhuma.

Mexicano mesmo nunca vi. Nem um. E assim também com tantos povos, são todos invisíveis. Kilimanjaro ...que nome mais esquisito. E Okavango? Planetas, meu Deus do Céu, situados lá longe ...ai, ai, ai. É tanta coisa em que a gente tem de acreditar, vou te contar. Aliás, estou escrevendo pra quem? É pra mim mesmo, para não me sentir tão só.

Acho que sou só um personagem na mente de Deus: dorme, acorda, dorme, acorda, faz as necessidades, conforme vou andando ele vai inventando. MUUUUITO BOM, cada coisa de arrasar, Deus tem uma imaginação fertilíssima.

7,2 bilhões de atores e atrizes no jogo, no palco, tudo aquilo de países, estados, cidades, QUE CRIATIVIDADE! Parabéns!

Era pra eu ter visto há mais tempo, continuado naquela linha de criança, fui bancar o esperto, achei que não, dei uma volta tremenda.

Serra, quinta-feira, 01 de janeiro de 2015.

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