Governos
Cleptocráticos
Há uma confusão aí.
Porque cleptocracia significa o PODER
DOS LADRÕES.
Se você disser “cleptocratas no
governo” estará apontando apenas os ladrões, e há-os em toda parte, a
concorrência é grande. Embora haja uma quantidade volumosa no Brasil, na
Argentina, na Venezuela e na América Latina, de fato os competidores estão em
todos os países: ou mais ou menos, questão de graduação. Mas, de fato, eles
estão em todo lugar.
AGORA, “governos cleptocratas” é outra
coisa MUITO MAIS SENSÍVEL, porque aí já é institucional, a beleza de ver toda
gente trabalhando unida para roubar, que lindeza. Escola, entende? Postura,
atitude, estilo, profissionalismo, empenho, dimensão nacional, o que está em
jogo é o reconhecimento de todo um povo.
Não é coisa de amador.
Neste quesito o Brasil deixa bastante
a desejar, porque aqui é cada um por si. Lei de Murici, cada um que faça por
si.
Amador, principiante, aprendiz.
Nesse particular o Brasil não passa de
iniciante.
Não tem o garbo dos países de primeiro
mundo, aquela gente escolada que tanta satisfação traz ao nosso time, porque se
nós aqui não temos representatividade, a gente mira o estrangeiro sem nenhuma
restrição. Aplaudimos sim as competências dos estranjas. Fazer o quê? Esperar
300 anos até o Brasil atingir a massa crítica para ser considerado PAÍS LADRÃO?
Ah, não, ainda teríamos de juntar muita gente para dar uma Inglaterra, um EUA,
uma Rússia. E a admiração incontida que temos pela Suíça, neutra e paraíso
fiscal que lava dinheiro sujo dos companheiros?
Os europeus, meu Deus, que
competência!
Apoderaram-se de um continente quase
inteiro, a África, botaram o pé na Ásia, tomaram muita coisa da América Latina,
puxa, isso faz a gente inflar o peito de orgulho. Claro, os portugueses são
europeus e também roubaram bastante, como também os espanhóis, mas não chegam
nem perto da Grã-Bretanha. Mexicanos? Há! Chilenos? Nem considero.
Franceses. Jesus, chegaram tarde ao
butim, mas deitaram a mão. Os alemães, com tanta competência, chegaram ainda
mais tarde, tadinhos.
A Holanda, que classe! A Bélgica,
através do sempre admirado rei Leopoldo, que ladrão tarimbado! Outro dia, quase
beijei um retrato dele ao ler a biografia do homem (efeitos colaterais todos
aqueles mortos, três milhões, que se há de fazer?).
Parece fácil chegar à altíssima
condição de GOVERNO CLEPTOCRÁTICO, mas não é, longe está de ser. Eu até
gostaria de ver uma espécie de país-grafia contando todas essas coisas. Quem é
o primeirão, o mais ladrão de todos? E o segundo e os outros?
Serra, terça-feira, 23 de julho de
2013.
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