segunda-feira, 24 de outubro de 2016


Cambalacho

 

CAMBALACHE (mesmo não sabendo a língua, as traduções parecem ruins, não pegam as sutilezas e não são lógicas) – Enrique Santos Discépolo, 1934, a caminho de 100 anos e não mudou senão para pior.

Cambalache
Brechó
Que el mundo fue y será una porquería, ya lo sé,
En el quinientos seis y en el dos mil también;
Que siempre ha habido chorros,
Maquiávelos y estafáos,
Contentos y amargaos, valores y dublé.
Pero que el siglo veinte es un despliegue
De maldá insolente ya no hay quien lo niegue,
Vivimos revolcaos en un merengue
Y en el mismo lodo todos manoseaos.
Hoy resulta que es lo mismo ser derecho que traidor,
Ignorante, sabio, chorro, generoso, estafador.
¡Todo es igual, nada es mejor,
Lo mismo un burro que un gran profesor!
No hay aplazaos ni escalafón,
Los inmorales nos han igualao...
Si uno vive en la impostura
Y otro roba en su ambición,
Da lo mismo que sea cura,
Colchonero, rey de bastos,
Caradura o polizón.
¡Qué falta de respeto, qué atropello a la razón!
¡Cualquiera es un señor, cualquiera es un ladrón!
Mezclaos con stavisky van don bosco y la mignon,
Don chicho y napoleón, carnera y san martín.
Igual que en la vidriera irrespetuosa
De los cambalaches se ha mezclao la vida,
Y herida por un sable sin remache
Ves llorar la biblia contra un bandoneon.
Siglo veinte, cambalache, problemático y febril,
El que no llora no mama y el que no roba es un gil.
¡Dale nomás, dale que va,
Que allá en el horno te vamo a encontrar!
¡No pienses más, tirate a un lao,
Que a nadie importa si naciste honrao!
Si es lo mismo el que labura
Noche y día como un buey
Que el que vive de las minas,
Que el que mata o el que cura
O está fuera de la ley.
Que o mundo foi e será uma porcaria, eu já sei
Em 506 e no ano 2000 também;
Que sempre houve ladrões,
Traidores e aproveitadores,
Felizes e amargurados, valores e morais.
Mas que o século XX é uma exposição
De maldade insolente, já não há quem negue,
Vivemos misturados em um merengue
E na mesma lama todos manuseados.
Hoje acontece que é o mesmo ser correto ou traidor
Ignorante, sábio, mão-leve, generoso, vigarista.
Tudo é igual, nada é melhor
O mesmo burro e um grande professor!
Sem enrolação nem reclamações,
Os imorais nos igualaram ...
Se alguém vive na impostura
E outro rouba em sua ambição
Dá na mesma que seja padre,
Preguiçoso, capanga,
Cara-de-pau ou um clandestino.
Que falta de respeito, que afronta a razão!
Qualquer um é um cavalheiro, qualquer um é ladrão!
Misturados com Stavisky, vão Dom Bosco e La Mignon,
Don Chicho e Napoleão, Carnera e San Martín.
Assim como na vitrine desrespeitosa
Dos brechós, se misturou a vida,
E ferido por uma espada, sem rebites
Se vê chorar a Bíblia contra um bandoleon.
Do século XX, brechó, problemático e febril
Quem não chora, não mama e quem não rouba é um tolo.
Da-lhe apenas, da-lhe que vai,
Que lá no forno, nós vamos encontrar!
Não penses mais, deixe de lado
Que ninguém se importa se você nasceu honrado!
Se é o mesmo quem trabalha
Dia e noite como um boi
Que quem vive das mulheres,
Que mata ou cura
Ou está fora da lei.

A ideia era fazer uma lista mundial, país por país (quase 200), estado por estado (4,0 mil em estimativa) se possível, muito mais remotamente as cidades-município (entre 200 e 300 mil estimei). Seria semanal, para dar conta.

Não encontrei parceiro ou parceira.

Sondei muita gente. Só de perguntar eles me olhavam “ó o doido! ” Quer perigo entra na jaula do leão.

Não é somente que a tarefa seja hercúlea, além da força humana individual, isso está claro, eu esperava que muito mais gente se juntasse, milhares através do mundo, estamos globalizando.

Também não houve empresa pública ou privada que se interessasse em financiar, motivos de antagonismo, disseram, contra os interesses próprios, entendemos. O 1% superrico que fica com 99 %, esse nem recebeu a gente. E o pessoal dos três poderes também não aconselhou, embora uns corajosos fossem a favor, há gente boa em toda parte, foram ameaçados.

Bom, em termos de tarefa de campo a América Latina forneceria material farto, especialmente o Brasil de todos os tempos, fartura de 515 anos, número simétrico, acho bonito. NA REALIDADE, só o Brasil nos ocuparia durante décadas, puxa vida! Que trabalho! Em tudo, em tudo, quanto material, gente! Ano após ano, em todos os estados, é uma lindeza excepcional, sendo que os tempos mais recentes atingiram cumes que não sei se serão ultrapassados, embora do Brasil tudo se possa esperar nesse setor.

EU E VOCÊ, VOCÊ E EU (quer participar? A gente faz seguro de vida e tudo) – Tim Maia.

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Desisti. Eu quero sossego (Tim Maia).

Serra, quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016.

GAVA.

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