domingo, 23 de outubro de 2016


Os Caminhos Deles

 

Frank Sinatra foi um que disse “fiz tudo que quis”.

FOTOGRAFEI VOCÊS NA MINHA ROLEFLEX

Elvis Presley.
Frank Sinatra.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/82/Elvis_Presley_1970.jpg/375px-Elvis_Presley_1970.jpg
Elvis Aaron Presley, 1935-1977, apenas 42 anos entre datas. A versão dele foi lançada em 1971, a seis anos de morrer.
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Francis Albert Sinatra, 1915-1998, 83 anos entre datas. Sinatra lançou a sua em 1968, a 30 anos da morte.

Elvis, particularmente, começou como cantor gospel, aparentemente seguidor de Jesus, mas morreu gordo e empapuçado de drogas. Sinatra, íntimo dos mafiosos, parece ter mandado a Máfia quebrar as pernas de um desafeto. Ambos extraordinários cantores, ambos disseram que fizeram o que quiseram e cantaram a música, My Way, meu caminho, acho.

O CAMINHO DELES (My Way, tradução de Internet)

E agora que o final está próximo
Então eu encaro a cortina final
Meu amigo, vou dizer claramente
Vou relatar meu caso, tenha certeza
Eu vivi uma vida que foi cheia
Viajei por cada uma e por todas as estradas
E mais, mais que isso
Eu fiz do meu jeito.
Arrependimentos, tenho poucos
Mas então, de novo,
Poucos demais para mencionar
Fiz o que tinha de fazer
E fui até o fim, sem exceção
Planejei cada curso projetado
Cada passo cuidadoso do percurso
Oh, e mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito.

Sim, houve vezes, eu sei que você sabe
Que abocanhei mais do que podia mastigar
Mas apesar de tudo quando havia dúvida
Eu comia e cuspia
Enfrentei tudo e me mantive no alto
E fiz do meu jeito
Eu amei, eu ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte perdida
E agora as lágrimas cessaram
E acho tudo tão incrível
Pensar que fiz tudo isso
E posso dizer sem me acanhar
Oh, não, eu não
Eu fiz do meu jeito.

O que é um homem, o que ele tem
Se não for a si mesmo, então ele não tem
Que dizer as palavras que sente
E sim as palavras que ele exprime
O registro mostra que tomei fôlego
E fiz do meu jeito
O registro mostra que tomei fôlego
E fiz do meu jeito
And now the end is near
So I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain

I've lived a life that's full
I've traveled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exception

I planned each charted course
Each careful step along the byway
Oh, and more, much more than this
I did it my way

Yes, there were times, I'm sure you know
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall
And did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fails, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh, no, no not me
I did it my way

For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the words he truly feels
And not the words he would reveal
The record shows I took the blows
And did it my way
The record shows I took the blows
And did it my way

My Way

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
My Way (Claude François/Jacques Revaux/Paul Anka) é o título em inglês da canção francesa Comme d'habitude, que foi lançada pela primeira vez pelo autor, Claude François[1], em 1967, na França. Em 1968, Frank Sinatra[2] lançou sua versão em língua inglesa, adaptada por Paul Anka e que virou um de seus maiores clássicos. É uma das músicas populares mais gravadas da história.
A versão em inglês manteve somente a melodia, pois o texto é completamente diferente da versão francesa original. A versão inglesa em resumo, conta a história de um único homem que tem a convicção de ter "trilhado seu caminho" conforme sua própria vontade após uma longa vida. Já a versão francesa canta a história, provavelmente na perspectiva masculina, de um casal que vive um relacionamento que já deixou de ser entusiástico e possui uma rotina fria, como se pode ver, como exemplo, nos versos selecionados abaixo:
Je me lève (Eu me levanto)...
Ma main / Caresse tes cheveux (Minha mão acaricia seus cabelos)
Mais toi / Tu me tournes le dos / Comme d'habitude (Mas tu me viras as costas como de costume)...
Sans bruit / Je quitte la maison (Silenciosamente eu saio de casa)...
Moi je reviendrai / Comme d'habitude (Como de costume eu voltarei)...
Tu seras sortie (Tu terás saído)...
Tout seul / J'irai me coucher (sozinho eu irei me deitar)...
Tu rentreras / Comme d'habitude (Tu voltarás, como de costume)...
Tu te déshabilleras / Oui comme d'habitude / Tu te coucheras ( Você se despirá, como de costume, e se deitará)
On s'embrassera / Comme d'habitude (Nos beijaremos, como de costume)
Comme d'habitude / On fera semblant (Como de costume, vamos fingir).

A versão de estúdio de Elvis Presley foi gravada em junho de 1971 e lançada só em 1995 no disco "Walk A Mile In My Shoes". Existem as versões ao vivo do show do Hawaii que foi lançada no disco ao vivo em 1973 denominado Aloha from Hawaii e outra lançada em 1977 em um compacto simples com America The Beautiful no "lado B", não se esquecendo da versão do disco Elvis in Concert, uma versão ao vivo de 1977[3].
O cantor e compositor Marcelo Nova regravou a musica My Way em uma versão brasileira em 1986 no album Viva da banda Camisa de Vênus
O grupo musical Gipsy Kings(em português os Reis Ciganos) com influência de música característica da cultura da etnia romani (cigana), gravou uma versão deste tema em castelhano a qual foi inserido no album intitulado Gispsy Kings em 1987.
Em 16 de julho de 1994, no show realizado no Dodge Stadium de Los Angeles, Os Três Tenores[4] Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras gravam My Way, estando Frank Sinatra na platéia. No filme do grupo de punk rock inglês Sex Pistols, The Great Rock'n'Roll Swindle, de 1980, o baixista da banda, Sid Vicious, canta uma versão da música.
Em 14 de setembro de 2012 foi lançado o filme de origem francesa intitulado My Way, o Mito Além da Música, dirigido por Florent Emilio Siri, que conta a vida de Claude François, coautor da versão original composta em 1967 [5].
A minha vida - My Way Ao vivo - Chitãozinho e Xororó. Gravado em 1992, com regência do maestro Eduardo Lages. Imortalizada por Frank Sinatra e Elvis Presley, em uma versão emocionante Existe, no entanto, milhões de brasileiros que suspeitam que a versão nacional, gemida em dueto, visava simplesmente tornar a melodia intragável.

Pessoas espetaculares enquanto cantores, mas que decidiram fazer o que quisessem, ultrapassando limites.

A soma das duas vidas dá média de 62,5 anos.

É pouca a eternidade na Terra.

Não sei se há vida imersa em Deus (“vida após a morte”), mas provei que Deus É – agora, se ele absorve alguns ou não, não saberia dizer, ele é O Oculto. Não sei se há alma, vimos os condicionantes: que é, se é, um gravador de Deus. Quem poderia dizer que é melhor do que os dois foram?

Só fica a desolação.

Vitória, domingo, 23 de outubro de 2016.

GAVA.

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