sexta-feira, 21 de outubro de 2016


Mimos

 

Veja Mimosas, onde tratei daqueles que são atingidos por favores de todo tipo, levando em geral à ruína, porque raramente há sabedoria em aproveitar e menos ainda gratidão. Frequentemente essa tentação de mimar (o verbo é flexionado em tempo, pessoas, número, voz e modo, conjugado amplamente pela racionalidade), de oferecer superconfortos, estraga as P/A.

MIMOS PESSOAMBIENTAIS

SUPEROFERTAS AMBIENTAIS.
Superbenesses mundiais (a ONU, pendida à esquerda, quer de todo modo atender ao queremismo com supercomplacências).
Superoferendas nacionais (inclusive benefícios fiscais, a chamada Bolsa Empresário em que os governos “dão de graça” o que não é deles).
Supermelhoramentos estaduais.
Superbenfeitorias urbano-municipais.
SUPERDÁDIVAS PESSOAIS.
Superacréscimos (sonegação, proteção pelas leis, proteção de mercado cativo, benefícios fiscais das guerras fiscais para dar o que é nosso; terraplenagem, água, telefonia, estradas nos Centros Industriais) às empresas.
Superfacilidades para os grupos (por exemplo, a chamada Bancada da Chupeta do PT no Senado e na Câmara de Deputados Federal, enquanto o PT esteve no poder por 13 anos no Brasil).
Super benefícios familiares (mamães superacarinham os garotinhos).
Superdengos individuais (comidas, bebidas, temperos, pastas e todas as 26 tecnartes).

Não sendo preferência indecente, os socos da vida enrijecem nosso corpomente, ao passo que dar muleta a pessoa sã entorta sua perna e a torna dependente. Como já vimos, o ódio sozinho - na competição pela sobrevivência do mais apto - leva à morte e à extinção, mas o excesso descuidado de amor também causa danos.

GERAÇÃO FRALDA E CHUPETA (meu filho que falou, serve de exemplo)

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Com o excesso de conhecimentos, de poder, de riqueza, de liberdades, o Ocidente criou uma enormidade de denguinhos: primeiro a farra, depois o pagamento, a soma é zero.

Em seu livro Falsa Economia (Uma surpreendente história econômica do mundo), Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2010 (sobre original de 2009), o autor Alan Beattie conta (página 103) da chamada “doença holandesa”, quando em terra descobriram gás naquele país em meados dos 1970, as vendas inundando a Holanda de dólares, francos, marcos, ienes. O mercado de tulipas afundou, os holandeses não queriam mais trabalhar, o país encheu-se de desempregados sustentados, a malandragem cresceu. Há no livro muitos exemplos das ruínas trazidas pela “boa vida”, compra e leia.

Em resumo, os mimos são ruinosos.

As pessoambientes adoecem quando não precisam se esforçar para ter, não esquecendo que é outro o caso quando as P/A estão temporariamente debilitadas, necessitando de socorro TRANSITÓRIO.

Vitória, sexta-feira, 21 de outubro de 2016.

GAVA.

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