Atenção
O cara tinha colocado uma dessas barraquinhas
que são quatro hastes num quadrado, com toldo, as varas colocadas dentro de garrafas
plásticas de água, cinco litros com areia, achei esperto, pegava a areia na
praia.
BARRACA
DE PRAIA
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Tinha muita gente, me aproximei, é como
restaurante de beira de estrada, muito caminhoneiro é sinal de comida gostosa e
sempre renovada, não tem restos.
O cara estava vendendo ATENÇÃO, achei legal,
uma coisa nova, estamos precisando de atenção, principalmente do governo, que
não deve voltar-se só para si, tem de dar atenção ao povo, atenção de primeira
qualidade, de primeiro mundo.
CARA – tão vendo ali? Aquele lá? Tá num
carrinho de criança, um automóvel que mal cabe a criança, lá vai ele, tá
precisando de atenção. E há também o pessoal que persegue a Fama/Glória, a
Riqueza, o Poder, a Beleza, tudo filho do Orgulho, na verdade são pessoas que
precisam de Atenção, buscam atenção com outros nomes, são pessoas que não
receberam boas doses de atenção quando eram crianças, ficaram carentes,
transformaram em mito, obsessão, fixação, querem demais, o que também envenena,
a gente sofre do que deseja em demasia.
Achei coerente.
Eu também precisava de atenção.
Ultimamente eu pouco estava recebendo de
atenção, a não ser dos meus filhos e dos amigos, de resto tinha de comprar.
Perguntei de que tipos tinha.
CARA – atenção tem de vários tipos: zelo, que
é mais caro, porque é concentrado, é muito ativo, é forte. Cautela é o tipo
mais fraco, parodiando os Novos Baianos, quem vai de não,
chega não. Cuidado é bom, mas às vezes demora a chegar, tem de ter audácia para
conseguir atenção, é um tempero a mais. Precaução até evita obter atenção, é o
tipo contrário de conseguir, quem tem muita precaução pouca atenção vai
receber. Prudência sempre é bom, mas também não chega a fornecer atenção
abundante, só aquela coisa chocha, minguada. Vigilância só leva ao pior tipo de
atenção, que deriva do medo, vigilância acaba por provocar o que é ruim no ser
humano, o servilismo.
Fiquei fã, passava sempre na barraca, na
tenda.
E com o tempo, conversa vai, conversa vem,
não é que consegui meia para o meu sapato velho?
PORISSO
VOU NA CAUSA DELA
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Esperando Na Janela
Ainda me lembro do seu caminhar
Seu jeito de olhar, eu me lembro bem Fico querendo sentir o seu cheiro É daquele jeito que ela tem
O tempo todo eu fico feito tonto
Sempre procurando, mas ela não vem E esse aperto no fundo do peito Desses que o sujeito não pode aguentar, ah E esse aperto aumenta meu desejo Eu não vejo a hora de poder lhe falar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai Tá me esperando na janela, ai, ai Não sei se vou me segurar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai Tá me esperando na janela, ai, ai Não sei se vou me segurar
Ainda me lembro do seu caminhar
Seu jeito de olhar, eu me lembro bem Fico querendo sentir o seu cheiro É daquele jeito que ela tem
O tempo todo eu fico feito tonto
Sempre procurando, mas ela não vem E esse aperto no fundo do peito Desses que o sujeito não pode aguentar, ah E esse aperto aumenta meu desejo Eu não vejo a hora de poder lhe falar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai Tá me esperando na janela, ai, ai Não sei se vou me segurar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai Tá me esperando na janela, ai, ai Não sei se vou me segurar
Targino Gondim / Manuca Almeida / Raimundinho Do Acordeom
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Fui dançar um baile na casa dela.
Serra, quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016.
GAVA.




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