Os
Superdeltas dos Consórcios dos Rios
Os deltas de alguns consórcios de rios atuais
são bastante grandes, mas nem se comparam a como eram de 10 mil a um milhão de
anos.
DELTAS
GRANDES
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Amazonas.
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Prata.
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Nilo.
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Mississipi-Missouri.
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Meça no Google Earth, cabem nações de um
lado a outro.
Pois bem, quando os consórcios não tinham
terminado suas formações, quando todos os afluentes não estavam ainda em reunião,
quando desaguavam separados nos oceanos, esses deltas de agora eram fiozinhos
de água perto dos antigos.
Isso tem imensa utilidade prática, porque os
humanos vão aonde as águas estão e se assentam nas margens, movendo-se conforme
elas se movimentam para a esquerda e para a direita, para frente e para trás,
conforme as flechas, os vulcões, o assoreamento e tudo mais. Mudamos e as
construções ficam para trás, com seus vasos funerários - no Brasil os
sambaquis.
Não adianta nada procurar nas margens de
agora, porque são construções recentes, de alguns milhares de anos, enquanto as
outras podem ter dezenas de milhares. As antigas fozes podiam ter mil ou dois
mil quilômetros de abertura e é preciso buscar nesses lugares, mandando os
satélites fotografar tal largura e profundidade.
Eram superdeltas.
Essas coisinhas de agora são grandes para
nós, naqueles tempos da Era de Formação eram retalhos da grande colcha
continental. Você sabe, ainda estão fechando, ainda estão obliterando,
suprimindo progressivamente um quilômetro aqui e outro ali, ao passo que o projeto
antigo era rapidíssimo, forças muito mais poderosas estavam operando. Conforme
iam aparecendo mais e mais florestas, chovia mais, torrencialmente, no que os
americanos chamam de Rain Forest, floresta chuvosa, descendo volumes imensos de
árvores arrancadas com raízes e tudo na estação das chuvas. Não admira mesmo
nada que os índios e ocupantes nativos vários tenham demorado a ocupar as
margens, pois tudo construído podia ser levado da noite para o dia.
Vitória, segunda-feira, 19 de fevereiro de
2018.
GAVA.




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