sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018


O Medo das Elites e a Praça do Povo

 

A PRAÇA CASTRO ALVES É DO POVO (e as outras serão também): as pessoas vão para a Praça Castro Alves porque ela é sinônimo de liberdade na Bahia.

Carnaval de Salvador, festa popular da capital do estado brasileiro da Bahia.
Durante os dias que precedem a quarta-feira de Cinzas, revela-se o espírito da cidade que, no Brasil, mais conserva as influências africanas. Os afoxés— blocos carnavalescos que cantam canções de candomblé em ioruba— desfilam ao som de batucadas (orquestras compostas, unicamente, por percussionistas). Microsoft ® Encarta ® Encyclopedia 2002. © 1993-2001 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.
Castro Alves, Antônio Frederico de
Castro Alves, Antônio Frederico de (1847-1871), poeta romântico brasileiro. Nasceu em Muritiba, filho do médico Antônio José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro e faleceu em Salvador, ambas as cidades na Bahia. Microsoft ® Encarta ® Encyclopedia 2002. © 1993-2001 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.
(p) 1998 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados. /© Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.
Castro Alves
O mais conhecido poeta brasileiro nasceu em Muritiba, na Bahia, em 14 de março de 1847. Estudou até o segundo grau na Bahia e iniciou a faculdade de Direito em Recife, concluindo-a em São Paulo. Microsoft ® Encarta ® Encyclopedia 2002. © 1993-2001 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.

Depois de ter escrito todos aqueles artigos sobre as praças e os parques como interfaces pessoambientes, conversa vai conversa vem com nosso amigo Juca (João Cuzzuol; como eu, ele é fiscal também) - de Fundão - fiquei sabendo que ele tentou convencer na prática e sem saber das minhas idéias a prefeita de lá a criar uma praça convergente diante da prefeitura, sem qualquer resultado.

Como Gabriel havia pedido que eu passasse alguma coisa ao atual candidato peessedebista (governador licenciado paulista) “Chuchu” Alckmin à presidência da República, dei ao Juca o DVD com os textos para ele fazer chegar a Luís Paulo Veloso Lucas, ex-prefeito de Vitória, que é também do PSDB. Nenhum deles tem programa significativo ou revolucionário de governo, enquanto Luís Inácio Lula da Silva, atual presidente, tem dois, a Petrobrás (auto-suficiência resultante do comunicado aos militares sobre ciclos desde 1997) e o Bolsa Família (enviei ao então presidente FHC Fernando Henrique Cardoso a idéia de dar um salário mínimo a cada família, compromissando-a de qualquer modo, o que não foi feito; deveria custar uns US$ 20 bilhões, creio, não sei quanto custa; naturalmente o nome não é meu).

Várias sugestões fizemos para o nome do programa das praças, esse acima meu: Praça do Povo, por conta da música de Caetano Veloso. O Juca falou então em Cidadania nas Praças: 1) “nas” indicando acontecer em várias, todas elas; 2) “praças” apontando o lugar, que nem tem referência, é sempre sabido; 3) “cidadania” mostrando o propósito que é como ele diz “o fim do império”, a verdadeira democratização. Ficou melhor, creio.

O medo das elites precisa ser vencido: medo de que, conversando, o povo passe a pensar e a exigir. Isso é justamente o que devemos mirar, quer dizer, que o povo peça e exija em troca dos tributos pagos, alcançando a cidadania tributária. Pois assim os políticos do Legislativo, os governantes do Executivo, os juízes do Judiciário, os empresários serão obrigados a responder segundo a cristianização, a grande abertura que Cristo proporcionou.

O povo precisa realmente se reunir - assim como os empresários, as mulheres, as crianças e todos que foram e serão contemplados nos projetos imaginados – para proporcionar “calor emotivo” à construção do Brasil, rompendo a pluricentenária divisão dos dois brasis, o das elites e o do povo.

Vitória, sexta-feira, 23 de junho de 2006.

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