Nem Te Conto...
Antigamente, até
pouco depois do limite da ditadura militar, que terminou em 1985 (pois a civil
continua, agora nas mãos do PT, Partido dos Trabalhadores, e de Lula, o
operário reformado que foi ao Paraíso burguês), os cinemas eram obrigados a
passar antes dos filmes um documentário com coisas do Brasil e um curta
brasileiro, no que havia algum mérito; e, às vezes, seções escolhidas de partidas
de futebol, o que era muito bom e poderia voltar.
É que junto com a
obrigatoriedade, que era ruim, vinham algumas coisas boas, jogadas fora com as
porcarias.
Pois bem, num novo
tempo melhor planejado poderiam passar sistematicamente curtas de ficção
científica e de fantasia, do que o povo do mundo sempre precisa para conseguir
vencer o peso terrível da vida. Existem por aí milhares de contos em antologias
que foram traduzidas para o português ou de contos que foram criados aqui mesmo
ou em Portugal e ex-colônias. E agora, com a computação gráfica ou modelação
3DRV (3D, três dimensões, e RV, Realidade Virtual) poderiam fazer desenhos
deliciosos, bem fiéis às possibilidades que os autores queriam expressar,
renovados os conteúdos com a ajuda de tecnocientistas atualizados que sirvam
aos escritores para tela.
Queremos ver o filme
principal, foi para isso que pagamos o ingresso, mas sempre pode ser colocado
no início ou no fim um curta de dez ou quinze minutos, algo que não canse o
espectador. Criando espetacular mercado isso proporcionaria uma visão nova das oportunidades
de aprendizado, desde que se falasse do livro ou do que tivesse dado origem
àquele curta específico. E assim poderia ser com todos os gêneros de cinema, do
drama ao filme de ação. Para o filme catástrofe principal um curta de
catástrofe, até alternativo. Enfim, o cinema geral precisa ser mais bem
planejado, porque serve a bilhões no mundo inteiro. Que os governempresas não o
façam me aborrece à pampa.
Vitória,
sexta-feira, 19 de dezembro de 2003.
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