Uma Política de Erros
Com a idéia fixa de
sobrevalorizar os acertos e penalizar os que erram o mundo tem perdido muito,
como sempre quando se fixa num dos pólos do par polar oposto/complementar.
Porque erram as
PESSOAS (indivíduos, famílias, grupos e empresas) e os AMBIENTES
(municípios/cidades, estados, nações e mundo)? Porque erram os pesquisadores do
Conhecimento (agos/artistas, teólogos/religiosos, filósofos/ideólogos,
cientistas/técnicos e matemáticos)? Porque erram os governempresas, as
políticadministrações, as pessoambientes? Porque erra a psicologia humana?
Por soberba ou
orgulho, por falta de dados, por precipitação, por necessidade de chamar
atenção para si, por aconselhamento d’outrem, por maldade (imputando o erro a
outros), por falha instrumental (ou de máquina ou de aparelho), por ortodoxia
de grupo? Porque advém o erro? Como a lição de ter cometido o erro é
aproveitada ou rejeitada? Que danos os erros causam nas comunidades ou nos
grupos de dados?
Evidentemente só
temos uma política de acertos e de observação e citação dos acertos. O erro é
fonte de vergonha, levando muitos ao suicídio. Não obstante, o modelo diz que
ele é 50/50 com o acerto, ou seja, em princípio as pessoas tanto poderiam errar
quanto acertar, perante a Natureza, e se acertam mais que erram é porque houve
uma luta pela sobrevivência do mais apto e essa aptidão crescente levou a uma
concentrada atenção para evitar o erro. Mesmo assim ele acontece, a ponto de
algum sábio entre o povo escrever: HERRAR É UMANO.
O próprio fato de
não termos uma linha de estudos dos erros é um erro políticadministrativo
grave. Que também deve ser observado enquanto fuga, isto é, incapacidade de
enfrentamento.
Vitória, domingo, 14
de setembro de 2003.
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